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    Meditações - Edição Bilíngue

    John Donne

    LandMark
    2012
    143 páginas
    4h 46m
    ISBN-13: 9788588781320
    Português Brasileiro
    3.6
    32 avaliações
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    Esta edição bilíngue traz as 26 meditações do poeta John Donne. A obra procura apresentar as reflexões do autor em relação à perenidade da vida e a preparação do corpo e do espírito para o encontro final com o criador.

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    Luiz Pereira Júnior17/01/2021Resenhou um livro
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    Mais cedo ou mais tarde, ela virá...

    Ler e opinar sobre um romance popular ou sobre a tão infame (ou mal-afamada) literatura de entretenimento é fácil, às vezes até fácil demais. “Gostei / Não gostei, porque isso ou aquilo ou aquilo outro.” Mas como analisar críticos, opinar sobre uma obra metafisica, de poesia, da literatura inglesa de séculos atrás? Primeiro e antes de tudo, é preciso ter humildade. Sim, John Donne é um dos maiores poetas de todos os tempos (poema em prosa?). Lembro-me de tê-lo estudado em Literatura Inglesa, no curso de Letras, mas a minha imaturidade não me permitiu ver o horizonte do autor como agora, em meus tempos outonais (digamos assim). Refletindo sobre a existência humana, sobre a natureza, sobre o divino e o terreno a partir de uma doença que quase o levou à morte, o poeta me fez pensar em meus dias de hoje. Não tenho mais a juventude, essa época em que a morte parece tão distante que nunca chegaremos a alcançá-la (ou melhor, em nossa juventude, a morte parece tão distante que jamais nos alcançará). Hoje é diferente: o que Donne escreveu ecoa em mim vinda de séculos atrás. Sim, ele se recupera da doença, mas sabe que tudo tem (terá) seu fim e nisso reside a melancolia, a triste verdade de seus escritos. Não senti o carpe diem de outros autores, mas senti algo além do que simples “seja feliz enquanto pode”. Não senti algo tão metafísico quanto ele sentiu (afinal, quem sou eu para me comparar a John Donne?), mas, sendo humano, muito do que ele escreveu ressoa em mim. Uma pequena observação: você pode ler o livro em uma tarde (ou em uma tarde e noite, com mais vagar, se preferir), mas leia-o com calma, sem pressa, sem vontade de terminar logo para ir ao próximo livro. E aí vai a observação de que falei: a obra é bilíngue. Não sei como ocorre com você, mas não leio em outros idiomas. Não faço cotejos, não faço comparações, pois não tenho paciência nem interesse nesse aspecto literário e, por isso, a obra se tornou ainda mais rápida de ser lida. Mas eu tenho a plena consciência de que é como se eu tivesse lido a metade do livro e, embora não seja louco nem idiota para não reconhecer o imenso valor de uma boa tradução, eu continuo a adotar a máxima de “minha pátria é minha língua”. Em resumo: leia a obra de John Donne com calma, isolado, em silêncio e a experiência do poeta ecoará sobre teu espírito com aquela força que vem das gavinhas de certas plantas que se agarram aos esteios e não mais se soltam deles...

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    3.6 / 32
    • 5 estrelas19%
    • 4 estrelas44%
    • 3 estrelas25%
    • 2 estrelas6%
    • 1 estrelas6%
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    John Donne

    John Donne foi um poeta jacobino inglês, pregador, e o maior representante dos poetas metafísicos da época. Sua obra é notável por seu estilo sensual e realista, incluindo-se sonetos, poesia amorosa, poemas religiosos, traduções do latim, epigramas, elegias, canções, sátiras e sermões. Sua poesia é célebre por sua linguagem vibrante e metáfora engenhosa, especialmente quando comparada à poesia de seus contemporâneos. Apesar de sua boa educação e seu talento para a poesia, viveu na pobreza por muitos anos, contando demasiadamente com amigos mais ricos. Em 1615, tornou-se um pastor anglicano e, em 1621, foi nomeado decano da St. Paul Cathedral, em Londres. Alguns estudiosos acreditam que as obras literárias de Donne refletem as seguintes tendências: poesia amorosa e sátiras quando era mais jovem e sermões religiosos em sua velhice. Outros estudiosos, tais como Helen Gardner, questiona a validade desta periodização, pois muitos de seus poemas foram publicados postumamente (1633). Exceção feita a Anniversaries, que foi publicado em 1612 e Devotions upon Emergent Occasions, publicado em 1623. Seus sermãos também são datados, algumas vezes de forma específica, informando dia, mês e ano.

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    John Donne