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    As Duas Esfinges (Romance do Antigo Egito) - Pelo Espírito J. W. Rochester

    Wera Krijanowskaia, J.W.Rochester (espírito)

    Livraria Espírita Boa Nova Ltda/Lúmen Editorial Ltda
    1996
    440 páginas
    14h 40m
    ISBN-10: 8586474118
    Português Brasileiro
    4.2
    187 avaliações
    Leram358Lendo14Querem207Relendo1Abandonos2Resenhas7
    Favoritos27Desejados207Avaliaram187

    Romance que se inicia no Egito antigo, no qual o jovem escultor Rameri conclui a criação de duas esfinges: uma representava o próprio artista e a outra, uma mulher de rara beleza. A partir daí, o mistério que envolve as duas esfinges percorrerá diferentes épocas no tempo. Romance no mesmo estilo de "O elixir da longa vida". Rochester faz uso de tratados de magia para narrar a vida de um escultor egípcio que passa vários séculos dormindo dentro da sua própria obra e, quando acorda, descobre que terá que lutar contra um bruxo muito poderoso para viver com o seu amor. "...no meio do pátio, sobre altos pedestais de basalto preto, repousavam duas esfinges e diante delas, sentado num banquinho de armar, o seu artista-criador que, aparentemente, acabara de concluir o seu trabalho... por fim, o escultor se levantou e contemplou as esfinges diante dele. De trabalho magnífico, elas surpreendiam pela extraordinária riqueza de acabamento: suas cabeças, uma azul em ouro e outra verde em ouro - estavam encimadas por brancas Klaftas com listras esmaltadas... O rosto de uma das esfinges representava o próprio artista enquanto o da outra, uma mulher de rara beleza. Os lábios das duas esfinges estavam levemente pintados no lugar dos olhos, numa estavam incrustadas safiras e na outra - esmeraldas..."

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    Resenhas (7)Ver mais
    Maria José Souza picture
    Maria José Souza02/01/2010Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Um drama através dos séculos

    Um romance extraordinário, que tem início no Egito antigo, e conta a vida de um escultor, cujo drama se iniciou ao esculpir duas esfinges, como sarcófagos, encomendados por um nobre, para este e para sua esposa, com a finalidade de serem depositadas na pirâmide construída no pátio de sua residência, a espera de suas mortes e mumificações. Vítima da paixão de uma jovem, o próprio escultor foi encerrado no sarcófago em forma de esfinge, passou por séculos em estado de letargia devido ao uso de forças ocultas. Os personagens principais desta trama se encontram, uns por meio da reencarnação, e o escultor e a jovem por meio da magia, o que os leva ao resgate de seus erros e ajustes morais. Uma leitura muito impressionante, mas cheia de detalhes que a história comum não conta.

    4 curtidas

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    Avaliações

    4.2 / 187
    • 5 estrelas48%
    • 4 estrelas27%
    • 3 estrelas21%
    • 2 estrelas3%
    • 1 estrelas1%
    Wera Ivanovna Kryzhanovskaia profile picture

    Wera Ivanovna Kryzhanovskaia

    Sobre a vida de Wera Ivanova Krijanowskaia (ou Krijanowski, como ficou conhecida no idioma francês), têm-se escassas informações. O tradutor de "A Vingança do Judeu" para o idioma português relata, no prefácio da obra, que o espírito de Rochester escolheu e preparou a médium desde a infância, afim de cumprir a tarefa de propagação das verdades espirituais que o Espiritismo divulga e esclarece. Ambos estiveram juntos em várias encarnações. Relata também que Wera era jovem, filha de família russa muito distinta e que não obstante ter recebido uma sólida instrução no Instituto Imperial de São Petersburgo, não se aprofundou em nenhum ramo de conhecimentos. Segundo revistas europeias, sua mediunidade "consistia, principalmente, da escrita_mecânica, cujo automatismo lhe era tão peculiar que sua mão traçava as palavras com uma rapidez vertiginosa e uma inconsciência completa das ideias, narrando acontecimentos históricos desde épocas bastante remotas, com rara minúcia, beleza e autenticidade. Um senhor polonês que conheceu pessoalmente a médium relatou, há muitos anos, que ela foi rica e tinha até secretária. Encontrou-a, certa manhã, a recolher imensa quantidade de folhas de papel, ajudada pela secretária, inclusive caindo pelas escadas, repletas de palavras em péssima caligrafia, que ela havia escrito durante a noite toda em completo estado de inconsciência ou sono profundo. Wera não se lembrava de nada e colocava as folhas em ordem, decifrando o que estava escrito. Esse mesmo senhor viu Wera na miséria percorrendo as ruas e perguntando às pessoas se conheciam seus livros, tentando reeditá-los. Seu intento fracassou e sua filha faleceu de tuberculose, sob o rigoroso inverno eslavo, em tempos de fome e revolução. Entre 1885 e 1917 psicografou 51 romances assinados pelo espírito John Wilmot Rochester, dos quais alguns dos mais conhecidos em língua portuguesa são "O Faraó Mernephtah" e "O Chanceler de Ferro".

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    Wera Ivanovna Kryzhanovskaia