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    Count Zero (Sprawl Trilogy #2) -

    William Gibson

    Ace
    1987
    256 páginas
    8h 32m
    ISBN-13: 9780441117734
    4
    1541 avaliações
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    Turner, corporate mercenary, wakes in a reconstructed body, a beautiful woman by his side. Then Hosaka Corporation reactivates him for a mission more dangerous than the one he's recovering from: Maas-Neotek's chief of R&D is defecting. Turner is the one assigned to get him out intact, along with the biochip he's perfected. But this proves to be of supreme interest to certain other parties--some of whom aren't remotely human. Bobby Newmark is entirely human: a rustbelt data-hustler totally unprepared for what comes his way when the defection triggers war in cyberspace. With voodoo on the Net and a price on his head, Newmark thinks he's only trying to get out alive. Until he meets the angel. A stylish, streetsmart, frighteningly probable parable of the future.

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    Letícia Santos picture
    Letícia Santos11/01/2011Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Vodu High-Tech

    Olha, eu tive um certo receio de que o Count Zero não superasse Neuromancer, e realmente não supera. Entendam, Gibson não previa essa trilogia, e tenho um pé atrás com coisas elaboradas por causa do sucesso de uma criação anterior. Mas esse livro parece ter sido concebido sem essa interferência, além de conter uma trama tão interessante que é tão boa quanto a do clássico. Já havia ficado fascinada com o final do primeiro volume. Case conseguiu seguir a sua vidinha tediosa, mas não tive sossego sabendo o que ele e Molly haviam libertado na Matrix. Minha imaginação é frenética, eu via mil e uma possibilidades extraordinárias e tive vontade de sacudir Case por nem se tocar disso. Porém, nada que imaginei me preparou para conhecer os deuses vodu que agora estão no ciberespaço. Gostei demais disso tudo, morri de medo também. Mas as IAs não me assustaram tanto quanto o “humano” Virek. Aliás, é desconfortável saber que existem pessoas assim, e que não são poucas. Count Zero é poético, emocionante e perturbador. É impossível ficar indiferente diante de uma Matrix senciente, seres humanos que perderam sua humanidade e o verdadeiro significado atribuído às coisas. Essas IAs estão mesmo usando a humanidade de maneira diferente dos deuses? O homem cria deuses. Portanto, eles existem. Dos três narradores: Bobby é um idiota, mas é engraçado, e eu sempre ria com as mancadas dele. Marly foi a personagem de quem mais gostei, não só pela personalidade, mas pelas coisas com as quais ela se envolvia. Fiquei emocionada quando ela encontra o fabricante das caixas! O Turner é mais reflexivo do que você pode esperar de um típico protagonista de filmes de ação, o que tornou essa parte da narrativa suportável pra mim, porque realmente não sou fã de brucutus. Pena o livro não ter mencionado nada sobre os ETs que Wintermute falou no final de Neuromancer. Adoro ETs! Mas acho que nem deu tempo, senti que foram poucas páginas para tantos personagens e ainda ficam algumas coisas que devem ser concluídas em Mona Lisa Overdrive. Assim espero, né.

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