O Exército de Mutantes (Perry Rhodan #6) - 1º Ciclo: A Terceira Potência

    K. H. Scheer

    Edições de Ouro
    1976
    169 páginas
    5h 38m
    ISBN-13: 9783845300054
    Português Brasileiro

    Perry Rhodan, ameaçado pelos invasores do espaço, inicia a formação do poderoso exército dos superdotados, e por isso busca nos quatro cantos do mundo elementos para seu corpo de defesa. Mas o recrutamento, sem dúvida, ainda levaria um bom tempo, e é desta oportunidade que se aproveitam os novos invasores, os estranhos seres com a capacidade de se transportarem para o corpo de qualquer ser vivo...

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    Fabio Shiva18/02/2021Resenhou um livro
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    Antes dos X-Men

    Esse episódio confirma a vocação visionária da saga de ficção científica Perry Rhodan ao nos apresentar à ideia da criação de uma força-tarefa formada por mutantes, nascidos após a explosão nuclear de Hiroshima: telepatas, telecinetas, teleportadores e outros de poderes ainda mais incríveis como o da teletemporação, que é a capacidade de viajar no tempo. Como a série começou a ser publicada em 1961, esse sexto episódio saiu o mais tardar em 1962, ao menos um antes que Stan Lee e Jack Kirby impactassem o imaginário coletivo com os seus Fabulosos X-Men. Como Perry Rhodan foi lançado originalmente na Alemanha e só depois no resto do mundo, o mais provável é que Lee e Kirby não tivessem conhecimento da série de FC quando criaram seus heróis da HQ, o que não diminui o mérito de K. H. Scheer e companhia ao captar primeiro e de forma tão criativa o medo das mutações causadas pela radiação que impregnava o zeitgeist pós-Segunda Guerra. Dois momentos dessa história me chamaram especialmente a atenção. O primeiro é a ironia narrativa de uma invasão espacial e seu impacto na bolsa de valores: “O susto, que sacudiu os homens da Bolsa até a medula dos ossos assim que leram a notícia da invasão, não se ligava ao seu bem-estar pessoal, mas única e exclusivamente ao seu dinheiro.” O segundo é uma cena que ocorre dentro de um avião, quando um dos mutantes de Perry Rhodan pergunta aos passageiros quais deles estão armados, e mais de uma dúzia de braços se ergue em resposta. Lembrando que a história se passa no “futuro” de 1971, quando o porte de armas de fogo dentro de aviões não só era permitido como considerado normal. Após uma série de incidentes trágicos e um pouco de raciocínio, passou a ser proibido levar armas em voos comerciais. O motivo é bastante óbvio, se dedicamos ao assunto um mínimo de reflexão: basta um maluco armado para colocar em risco a vida de todos no avião. Se alguém quiser argumentar que o melhor seria permitir que todos no voo pudessem se armar, a fim de enfrentar a possibilidade de um maluco armado, pedirei que reflita um pouco mais para que (espero que ao menos nesse exemplo de um avião fechado) perceba que ninguém fica mais seguro ao multiplicar o número de malucos armados... Quem poderia imaginar que na trágica realidade além da mais incrível ficção científica, na Brasilândia de 2021, cada maluco poderia ter até seis armas cada? Se alguém consegue se sentir mais seguro imaginando esse cenário, só posso crer que esteja consumindo alguma pesada droga alucinógena ainda não revelada pela ciência... https://comunidaderesenhasliterarias.blogspot.com/2021/02/perry-rhodan-o-exercito-de-mutantes.html

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