Um noir non sense
Rubem Fonseca tem uma capacidade ímpar de criar diálogos fluidos e intrigantes, além de construir a atmosfera suja, depressiva e ambígua, própria do subgênero noir. Porém, o livro passa muito longe de ser um dos melhores do autor. Os monólogos sobre Babel zzzz, as relações amorosas zzz, a trama.... Aliás, a trama é tão sem sentido que o protagonista vai pra Berlin Ocidental, Oriental, interior de Minas, Copacabana, é [SPOILER a partir daqui] sequestrado, tem apartamento invadido por uma moça aleatória, trafica manuscritos, se indispõe com o irmão..... e mesmo assim você termina o livro com a sensação de que nada aconteceu. As relações do protagonista com mulheres é outra coisa grotesca que só pode ter saído dos mais elaborados roteiros de filmes adult0s. E p.qp, a trama dos diamantes é a coisa mais sem noção que já li. Um remendo de absurdos No geral o livro me divertiu bastante, mas confesso que ao final fiquei com o sentimento de frustração







