Memórias do Cárcere -

    Graciliano Ramos

    Record
    1956
    164 páginas
    5h 28m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro

    Em 3 de março de 1936, um destacamento da polícia de Maceió prende em casa Graciliano Ramos. O funcionário da Instrução Pública de Alagoas, alertado de véspera, já esperava de mala pronta e com a família de sobreaviso. O ato era parte da repressão do governo Vargas, desencadeada a partir de 35, com a desculpa de eliminar a ameaça comunista, mas no fundo abrindo caminho para a instauração da ditadura do Estado Novo. Graciliano passaria por presídios de Maceió, Recife e Rio de Janeiro, sem acusação formada, sem processo e, obviamente, sem sentença. Somente seria solto em janeiro de 37, devido à pressão da intelectualidade brasileira. Memórias do cárcere é o relato desse período, escrito por Graciliano dez anos depois e publicado postumamente. Constitui um testemunho fundamental da arbitrariedade, da violência e do atraso político incorporado à nossa cultura e história, cuja prosa precisa e pontual de Graciliano torna um texto maior da literatura brasileira. Adaptado para o cinema (1983) por Nelson Pereira dos Santos, o livro é a expressão mais íntegra daquilo a que se refere Murilo Mendes, nos versos que dedicou ao autor (Murilograma a Graciliano Ramos): “Brabo. Olhofaca. Difícil. Cacto já se humanizando/.../ Funda o estilo à sua imagem:/ Na tábua seca do livro./ Nenhuma voluta inútil./ Rejeita qualquer lirismo,/ Tachando a flor de feroz. / ... / Em dimensão de grandeza/ Onde o conforto é vacante./ Seu passo trágico escreve/ a épica real do BR/ Que desintegrado explode.”. Obra composta por 4 volumes

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    Marcia Gardin31/07/2023Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Minhas impressões sobre o livro

    Que livro! Impressionante! Foi uma viagem inesquecível, triste, mas necessária. Nesse livro encontramos fatos, situações que aconteceram. FOI REAL! A que ponto chega o ser humano!? Graciliano foi preso, torturado, roubado e privado dos direitos que tem como todo cidadão, como homem, como ser humano! Em muitas partes eu quis parar de ler, não estava acreditando, não queria acreditar em tanta maldade, tanta falta de respeito. É necessário ler e muito para conhecer , para não sairmos julgando e rotulando fatos e pessoas. Independente de pensamentos ou ideais políticos, precisamos aprender a enxergar o outro com respeito. Quem nos dá direito de retirar um ser humano de dentro da sua casa, da sua família e prende-lo, sem acusação , sem julgamento e deixar esposa e filhos sozinhos? Priva-lo de sua liberdade sem um minimo de explicação e sem direito a defesa??? Como disse o Papa João Paulo II: "A violência destrói o que ela pretende defender: a dignidade da vida, a liberdade do ser humano." Recomendo a leitura a todo mundo. Deveria ser altamente recomendada a leitura desse livro.

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