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    Memórias do Cárcere - Vol. 2

    Graciliano Ramos

    Círculo do Livro
    1990
    558 páginas
    18h 36m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro
    4.2
    209 avaliações
    Leram449Lendo15Querem274Relendo0Abandonos16Resenhas15
    Favoritos15Desejados274Avaliaram209

    Preso por perseguição política em 1936 e confinado na Ilha Grande, em meio a criminosos, o autor faz de sua experiência um libelo contra as condições sub-humanas dos presídios, revelando através de retratos humanos os dramas de homens sem perspectivas.

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    Resenhas (15)Ver mais
    Marcia Gardin picture
    Marcia Gardin31/07/2023Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Minhas impressões sobre o livro

    Que livro! Impressionante! Foi uma viagem inesquecível, triste, mas necessária. Nesse livro encontramos fatos, situações que aconteceram. FOI REAL! A que ponto chega o ser humano!? Graciliano foi preso, torturado, roubado e privado dos direitos que tem como todo cidadão, como homem, como ser humano! Em muitas partes eu quis parar de ler, não estava acreditando, não queria acreditar em tanta maldade, tanta falta de respeito. É necessário ler e muito para conhecer , para não sairmos julgando e rotulando fatos e pessoas. Independente de pensamentos ou ideais políticos, precisamos aprender a enxergar o outro com respeito. Quem nos dá direito de retirar um ser humano de dentro da sua casa, da sua família e prende-lo, sem acusação , sem julgamento e deixar esposa e filhos sozinhos? Priva-lo de sua liberdade sem um minimo de explicação e sem direito a defesa??? Como disse o Papa João Paulo II: "A violência destrói o que ela pretende defender: a dignidade da vida, a liberdade do ser humano." Recomendo a leitura a todo mundo. Deveria ser altamente recomendada a leitura desse livro.

    12 curtidas

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    Avaliações

    4.2 / 209
    • 5 estrelas42%
    • 4 estrelas34%
    • 3 estrelas19%
    • 2 estrelas3%
    • 1 estrelas1%
    Graciliano Ramos de Oliveira profile picture

    Graciliano Ramos de Oliveira

    Graciliano Ramos de Oliveira (Quebrangulo, 27 de outubro de 1892 — Rio de Janeiro, 20 de março de 1953) foi um romancista, cronista, contista, jornalista, político e memorialista brasileiro do século XX,autor de Vidas Secas. Graciliano Ramos viveu os primeiros anos em diversas cidades do Nordeste brasileiro. Terminando o segundo grau em Maceió, seguiu para o Rio de Janeiro, onde passou um tempo trabalhando como jornalista. Voltou para o Nordeste em setembro de 1915, fixando-se junto ao pai, que era comerciante em Palmeira dos Índios, Alagoas. Neste mesmo ano casou-se com Maria Augusta de Barros, que morreu em 1920, deixando-lhe quatro filhos. Foi eleito prefeito de Palmeira dos Índios em 1927, tomando posse no ano seguinte. Ficou no cargo por dois anos, renunciando a 10 de abril de 1930. Segundo uma das auto-descrições, "(...) Quando prefeito de uma cidade do interior, soltava os presos para construírem estradas." Os relatórios da prefeitura que escreveu nesse período chamaram a atenção de Augusto Schmidt, editor carioca que o animou a publicar Caetés (1933). Entre 1930 e 1936 viveu em Maceió, trabalhando como diretor da Imprensa Oficial e diretor da Instrução Pública do estado. Em 1934 havia publicado São Bernardo, e quando se preparava para publicar o próximo livro, foi preso em decorrência do pânico insuflado por Getúlio Vargas após a Intentona Comunista de 1935. Com ajuda de amigos, entre os quais José Lins do Rego, consegue publicar Angústia (1936), considerada por muitos críticos como sua melhor obra. Foi libertado em janeiro de 1937. As experiências da cadeia, entretanto, ficariam gravadas em uma obra publicada postumamente, Memórias do Cárcere (1953), relato franco dos desmandos e incoerências da ditadura a que estava submetido o Brasil. Em 1938 publicou Vidas Secas. Em seguida estabeleceu-se no Rio de Janeiro, como inspetor federal de ensino. Em 1945 ingressou no antigo Partido Comunista do Brasil - PCB (que nos anos sessenta dividiu-se em Partido Comunista Brasileiro - PCB - e Partido Comunista do Brasil - PCdoB), de orientação soviética e sob o comando de Luís Carlos Prestes; nos anos seguintes, realizaria algumas viagens a países europeus com a segunda esposa, Heloísa Medeiros Ramos, retratadas no livro Viagem (1954). Ainda em 1945, publicou Infância, relato autobiográfico. Adoeceu gravemente em 1952. No começo de 1953 foi internado, mas acabou falecendo em 20 de março de 1953, aos 60 anos, vítima de câncer do pulmão. O estilo formal de escrita e a caracterização do eu em constante conflito (até mesmo violento) com o mundo, a opressão e a dor seriam marcas da literatura. Memória: Graciliano foi indicado ao premio Brasil de literatura.

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    Alagoas, Brasil

    Graciliano Ramos de Oliveira