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    Apenas uma Mulher -

    D. H. Lawrence

    Record
    1980
    104 páginas
    3h 28m
    ISBN-17: Apenas_uma_Mulher
    Português Brasileiro
    3.3
    65 avaliações
    Leram92Lendo5Querem52Relendo0Abandonos3Resenhas10
    Favoritos3Desejados52Avaliaram65

    “Apenas uma mulher” conta a história de duas mulheres, March e Banford, que viviam sozinhas numa fazenda isolada — bem organizadas, independentes, sem homens — bastando-se uma à outra. A natureza nervosa de Banford encontrava segurança na força calma de March. Um dia, um jovem soldado chega à fazenda. Vivera ali em outros tempos com o avô. Banford recebeu-o como a um irmão mais moço, alguém com quem poderia tomar chá e conversar. Mas March começou a sentir uma vaga inquietação, a perigosa agitação de um desejo angustioso e adormecido…

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    Carla Silva picture
    Carla Silva01/04/2016Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Homens e Mulheres e Raposas

    D. H. Lawrence escreveu essa novela-título por volta da época da Primeira Guerra (1914-1918). O contexto refere-se a um jovem soldado que, de licença do front, volta para visitar um velho parente e descobre que ele faleceu, e que agora, na antiga fazenda de sua juventude, moram duas mulheres, que se dedicam à vida de fazendeiras com pouco sucesso. A arte de Lawrence está logo ali, na atmosfera de tensão que consegue estabelecer entre essas três pessoas, no uso simbólico (como fizera em "O Pavão Branco") da figura da raposa, animal que tem assaltado o galinheiro sistematicamente sem que as moças consigam impedir os estragos; no curioso "encontro" entre a raposa e uma delas, Nellie March - mescla de revelação, tensão, magia, enfim, simbolismo; na inicial cordialidade de Jill Banford e Henry, o jovem soldado, até que a atração entre ele e March destrua essa boa vontade; no uso insistente dos sobrenomes das moças muito mais do que nos seus nomes, especialmente March, uma figura feminina sempre vestida como um homem; e muito mais. A chamar a atenção está o embate psicológico e emocional, nunca exatamente físico, entre homens e mulheres, uma constante de Lawrence. Como se quisesse dizer que a paixão, para funcionar, exige abdicação da própria individualidade, e de como o ser humano resiste a isso. Ou a abdicação, como aparece aqui, é exigida por um dos dois, sem, contudo, ser necessária? Sendo apenas o egocentrismo de um que deseja esse abandono por parte do outro? E enfim - o que é a Raposa? Ou quem é a Raposa? A pensar. E reler. E pensar.

    11 curtidas

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    Avaliações

    3.3 / 65
    • 5 estrelas15%
    • 4 estrelas34%
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    • 1 estrelas5%
    David Herbert Lawrence profile picture

    David Herbert Lawrence

    David Herbert Lawrence ou D. H. Lawrence (Nottingham, 11 de Setembro de 1885 — Vence, 2 de Março de 1930) foi um controverso e prolífico escritor inglês, conhecido pelos seus romances, poemas e livros de viagens. Lawrence pertence à escola modernista. A sua obra aborda temas considerados controversos no início do século XX, como a sexualidade e as relações humanas por vezes com características destrutivas e estende-se a praticamente todos os géneros literários, tendo publicado novelas, contos, poemas, peças de teatro, livros de viagens, traduções, livros sobre arte, crítica literária e cartas pessoais. Em conjunto, a obra expõe uma alargada reflexão sobre os efeitos desumanizantes da modernidade e da industrialização. Os temas que Lawrence abordou tornaram a obra importantíssima para a compreensão de uma época influenciada por Freud e por Nietzsche. "O Amante de Lady Chatterley" foi proibido na época e passou a circular clandestinamente. "O Arco Íris" foi considerado obsceno. E "Mulheres Apaixonadas" foi recusado pelos editores de Londres, só foi publicado cinco anos depois em Nova Iorque. Além de escritor, Lawrence também era pintor e produziu muitas obras expressionistas.

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    David Herbert Lawrence