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    A Cidade e as Serras (Bom Livro) -

    Eça de Queiroz

    Ática
    2006
    191 páginas
    6h 22m
    ISBN-10: 8508064136
    Português Brasileiro
    3.3
    481 avaliações
    Leram978Lendo25Querem292Relendo3Abandonos67Resenhas16
    Favoritos1Desejados292Avaliaram481

    Marcado por intensa ironia, A Cidade e as Serras conta a história de Jacinto, herdeiro afortunado da antiga aristocracia rural portuguesa, cuja vida confortável e abastada é obrigado a deixar para tratar de assuntos familiares na ficcional Tormes, pequeno lugarejo serrano em Portugal. Entediado e infeliz na cidade grande, Jacinto entra em contato com uma paisagem rústica e natural até então desconhecida, descobrindo um novo modo de vida que decide experimentar. Último livro de Eça de Queirós, publicado um ano após sua morte, A Cidade e as Serras é um dos marcos na fase final da produção do autor, na qual este parece reavaliar o conceito de "civilização" tão em moda no século XIX. Esta obra é sem dúvida um exemplo de modernidade de um escritor que se debruçou sobre a dolorosa experiência de se manter vivo num tempo em permanente transformação.

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    Resenhas (16)Ver mais
    Lukas Cascione picture
    Lukas Cascione28/08/2021Resenhou um livro
    3.5 (Bom)

    Muito além de uma comparação entre campo e cidade

    Eu não tinha boas recordações deste livro, de quando tentei ler ele durante o Ensino Médio. O que me incomodou à época me incomodou novamente, mas não a ponto de me fazer desistir da leitura ou odiar o livro. Acho problemáticas as descrições extremamente longas, detalhadas, mas acabei achando cabíveis, um pouco poéticas e importantes para suportar as reflexões propostas pelo autor. A riqueza de detalhes, a meu ver, serviu de moldura para o quadro central que são as reflexões e críticas à sociedade que se desenhava na virada do século e isto foi o que eu mais gostei na narrativa, essas críticas e reflexões muito interessantes que se desenhavam à medida que acompanhamos Zé Fernandes relatar sobre a vida de Jacinto, seu amigo. Não foi uma leitura fácil, devo confessar, a linguagem não é simples, mas gostei muito de acompanhar a trajetória de Jacinto e de poder inclusive refletir sobre a minha vida a partir da vida dele. No final, gostei do livro! Sofri um pouco com a diagramação pequena da edição de bolso, mas deu boa pra ler.

    4 curtidas

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    Avaliações

    3.3 / 481
    • 5 estrelas16%
    • 4 estrelas26%
    • 3 estrelas36%
    • 2 estrelas15%
    • 1 estrelas7%
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    José Maria de Eça de Queiroz

    José Maria de Eça de Queiroz nasceu em Póvoa do Varzim, norte de Portugal, de pais que não eram casados – só o fariam quatro anos depois. Essa situação, escandalosa para a época, talvez tenha contribuído para a visão profundamente crítica à moral da classe média portuguesa que o escritor imprimiu à sua obra. Eça ingressou aos 16 anos na Universidade de Coimbra, de onde saiu formado em Direito. Nesse período reuniu-se a outros jovens literatos, como Antero de Quental, que formaram o grupo conhecido como a Geração 70. Mudou-se para Lisboa, seguindo uma carreira de jornalista que continuaria em Évora e em sua volta para a capital. Em folhetins e na poesia, havia até então sido um adepto do Romantismo. Contudo, na volta a Lisboa, tomou parte no grupo de intelectuais conhecido como <i>O Cenáculo</i>. Sob a influência do escritor Gustave Flaubert e do teórico anarquista Pierre-Joseph Proudhon, aderiu ao Realismo. Em 1870, publicou, em parceria com Ramalho Ortigão, o romance <i>O mistério da estrada de Sintra</i>. No mesmo ano ingressou na carreira diplomática e, dois anos depois, assumiu o posto de cônsul em Havana – seguida por cidades europeias. Em 1895, sob a influência do Naturalismo, publicou o romance <i>O crime do padre Amaro</i>, que provocou protestos da Igreja e de setores da sociedade. Três anos depois, <i>O primo Basílio</i> teve recepção semelhante, apesar do sucesso de vendas. Em 1888 saiu <i>Os Maias</i>, romance considerado sua obra-prima. Parte da extensa obra do escritor, como o romance <i>A cidade e as serras</i>, veio à luz postumamente. Eça, que deixou quatro filhos, morreu em Paris, de tuberculose.

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    José Maria de Eça de Queiroz