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    A Cidade e as Serras -

    Eça de Queiroz

    Nova Culural
    2002
    206 páginas
    6h 52m
    ISBN-10: 8513011169
    Português
    3.3
    481 avaliações
    Leram978Lendo25Querem292Relendo3Abandonos67Resenhas16
    Favoritos0Desejados292Avaliaram481

    A Cidade e as Serras (1901) é uma deliciosa sátira dos progressos ainda canhestros dos tempos modernos e reencontro do romancista com a paisagem de sua meninice. Vê-se também aí, no jogo dos contrastes, o apego nostálgico à essencialidade honesta da vida ainda natural e limpa do interior.

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    Lukas Cascione picture
    Lukas Cascione28/08/2021Resenhou um livro
    3.5 (Bom)

    Muito além de uma comparação entre campo e cidade

    Eu não tinha boas recordações deste livro, de quando tentei ler ele durante o Ensino Médio. O que me incomodou à época me incomodou novamente, mas não a ponto de me fazer desistir da leitura ou odiar o livro. Acho problemáticas as descrições extremamente longas, detalhadas, mas acabei achando cabíveis, um pouco poéticas e importantes para suportar as reflexões propostas pelo autor. A riqueza de detalhes, a meu ver, serviu de moldura para o quadro central que são as reflexões e críticas à sociedade que se desenhava na virada do século e isto foi o que eu mais gostei na narrativa, essas críticas e reflexões muito interessantes que se desenhavam à medida que acompanhamos Zé Fernandes relatar sobre a vida de Jacinto, seu amigo. Não foi uma leitura fácil, devo confessar, a linguagem não é simples, mas gostei muito de acompanhar a trajetória de Jacinto e de poder inclusive refletir sobre a minha vida a partir da vida dele. No final, gostei do livro! Sofri um pouco com a diagramação pequena da edição de bolso, mas deu boa pra ler.

    4 curtidas

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    Avaliações

    3.3 / 481
    • 5 estrelas16%
    • 4 estrelas26%
    • 3 estrelas36%
    • 2 estrelas15%
    • 1 estrelas7%
    José Maria de Eça de Queiroz profile picture

    José Maria de Eça de Queiroz

    José Maria de Eça de Queiroz nasceu em Póvoa do Varzim, norte de Portugal, de pais que não eram casados – só o fariam quatro anos depois. Essa situação, escandalosa para a época, talvez tenha contribuído para a visão profundamente crítica à moral da classe média portuguesa que o escritor imprimiu à sua obra. Eça ingressou aos 16 anos na Universidade de Coimbra, de onde saiu formado em Direito. Nesse período reuniu-se a outros jovens literatos, como Antero de Quental, que formaram o grupo conhecido como a Geração 70. Mudou-se para Lisboa, seguindo uma carreira de jornalista que continuaria em Évora e em sua volta para a capital. Em folhetins e na poesia, havia até então sido um adepto do Romantismo. Contudo, na volta a Lisboa, tomou parte no grupo de intelectuais conhecido como <i>O Cenáculo</i>. Sob a influência do escritor Gustave Flaubert e do teórico anarquista Pierre-Joseph Proudhon, aderiu ao Realismo. Em 1870, publicou, em parceria com Ramalho Ortigão, o romance <i>O mistério da estrada de Sintra</i>. No mesmo ano ingressou na carreira diplomática e, dois anos depois, assumiu o posto de cônsul em Havana – seguida por cidades europeias. Em 1895, sob a influência do Naturalismo, publicou o romance <i>O crime do padre Amaro</i>, que provocou protestos da Igreja e de setores da sociedade. Três anos depois, <i>O primo Basílio</i> teve recepção semelhante, apesar do sucesso de vendas. Em 1888 saiu <i>Os Maias</i>, romance considerado sua obra-prima. Parte da extensa obra do escritor, como o romance <i>A cidade e as serras</i>, veio à luz postumamente. Eça, que deixou quatro filhos, morreu em Paris, de tuberculose.

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    José Maria de Eça de Queiroz