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    Trinta anos esta noite - 1964 - o que vi e vivi

    Paulo Francis

    Francis
    2004
    298 páginas
    9h 56m
    ISBN-10: 8589362337
    Português Brasileiro
    3.9
    77 avaliações
    Leram124Lendo8Querem129Relendo2Abandonos2Resenhas8
    Favoritos5Desejados129Avaliaram77

    Este é um relato pessoal do 1.º de abril de 1964 e de como o Brasil chegou até aí, escrito exatos 30 anos depois da data em que os militares tomaram as ruas e o poder. Paulo Francis participou como jornalista e conheceu algumas pessoas que tiveram bastante a ver com aquele desfecho. Perguntou a amigos sobre nomes, ocorrências e alguns dados de que se sentia incerto na memória. Faz algumas referências ao período pós-1964, porque achou pertinentes, mas o evento que o interessa é o antes e o durante. Dez anos depois de escrito, no 40.º aniversário do golpe militar, este livro continua atual - de uma atualidade trágica - o grande futuro permanece implausível e o país, sicilianamente, só muda para que nada venha a mudar.

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    Resenhas (8)Ver mais
    Daniel Moura picture
    Daniel Moura02/07/2013Resenhou um livro
    3 (Bom)

    Acabei de ler o livro do Paulo Francis. 1964—, e como o Brasil mudou... menos no nordeste. Francis em meio a morte de Getulio, a derrubada de Jango, a renúncia de Jânio Quadros (que tinha um quadro do Abdel Nasser pendurado na parede) estava num Brasil sem inflação. Lia muito Leon Trótski, autor faltante nas grandes livrarias (pqseráhein?!!...). Francis amava Wagner (Tristão e Isolda) e dizia que o socialismo foi, antes de tudo, uma consequência do primitivismo dos meios de produção, uma revolta contra a crueldade com que os trabalhadores eram tratados para que produzissem bens e lucro para os investidores. Isso acabou como necessidade histórica, tal como a escravidão. Os gregos antigos, que tinham uma democracia oligárquica, sabiam que a escravidão era moralmente odiosa, mas necessária à civilização... La dolce vita...

    2 curtidas

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    3.9 / 77
    • 5 estrelas30%
    • 4 estrelas35%
    • 3 estrelas30%
    • 2 estrelas3%
    • 1 estrelas3%
    Franz Paul Trannin da Matta Heilborn profile picture

    Franz Paul Trannin da Matta Heilborn

    Foi um jornalista, crítico de teatro, diretor e escritor brasileiro. Trabalhou em vários jornais, entre eles, Última Hora, O Pasquim, O Estado de S. Paulo e Folha de S.Paulo. Estudou no colégio São Bento e no Colégio Santo Inácio. Nos anos 50, frequentou a Faculdade Nacional de Filosofia da Universidade do Brasil. Envolveu-se com as ideias dos intelectuais de esquerda dos anos 60. Era simpatizante do movimento trotskista. O grande destaque da carreira de Francis como crítico foi no jornal O Pasquim, dos anos 60 aos 70. Em 1971, foi morar em Nova York, onde se tornou correspondente do Pasquim e da Folha de São Paulo. Escreveu romances, porém não obteve sucesso popular. A partir dos anos 80, Francis deu uma guinada ideológica à direita, criticando os políticos do PT, combatendo o governo Sarney e aderindo às ideias conservadoras e neoliberais. Atuou durante muito tempo como comentarista de cultura da TV Globo a partir da década de 80. Tornou-se comentarista do canal GNT no programa Manhattan Connection, nos anos 90.

    14 Livros
    19 Seguidores
    Rio de Janeiro, Brasil

    Franz Paul Trannin da Matta Heilborn