Where Rainbows End, de Cecelia Ahern, foi publicado no Brasil como Onde Terminam os Arco-Íris.
O título na resenha foi mantido original porque li em inglês. \o/
A autora, para quem não sabe, é a mesma de PS: Eu te Amo.
Em português, apesar de ter sido lançado em 2006, ele não fez muito sucesso. Acredito que por dois motivos: não foi uma editora conhecida e o preço é bem ardido, de R$40 a R$60.
Amei a leitura. Foi simples, rápida. É uma ótima indicação para quem quer treinar outro idioma.
Ele me conquistou desde a sinopse e capa. Aliás, a original é bem mais bonita.
Esta foi a minha última leitura de 2011 e não poderia ter terminado de forma melhor. Foi um presente. Tocou meu coração, me fez rir, chorar, torcer muito pelo casal principal e refletir. Pacote completo, como podem perceber.
A narrativa, com a exceção do epílogo, é epistolar moderna (o moderna foi por minha conta), ou seja através de cartas, e-mails, mensagens no celular, conversas no MSN e qualquer outro meio de comunicação escrita. E não apenas entre Alex e Rosie, são vários personagens.
Para quem pensa que pode ficar seco ou distante do leitor, digo que não. Não poderia ter me emocionado mais. Eu me sentia bisbilhotando a conversa de algum amigo, por consequência passei a sentir como se os personagens existissem de verdade. O livro transmite bem essa sensação.
Rosie e Alex são melhores amigos desde crianças. Eles confidenciam tudo um ao outro. Na adolescência, dá para perceber que em algum momento um começa a se apaixonar, mas é bem nesse ponto que a roda gigante da vida começa a girar. O destino os leva cada um para um lado e os afasta fisicamente. Ainda assim sua amizade resiste. Eles entram no mundo adulto tão amigos quanto antes e nada é capaz de os afastar.
Uma personagem me fez muito rir em sua cartas. Ela é uma criança, mas não direi quem é para não entregar a surpresa. Li sem saber de nada e me surpreendi em muitos momentos com as reviravoltas que a vida dos personagens deu.
Autora escreve lindamente, com perfeição. É divertida, acima de tudo. Os personagens lidam muito bem com seus altos e baixo. São humanos e verdadeiros. Rosie condenando os Contos de Fada e culpando-os pelas frustações das mulheres é hilário.
Quando somos mais jovens teimamos em pensar que não estar junto da pessoa amada ou demorar para ficar junto é perda de tempo. Ao amadurecer vemos que, não importa o tempo que demore, nenhum tempo é perdido entre dois amigos que se amam. Não é porque não houve sexo que não havia amor. É preciso saber separar um do outro. Amor é amor.
Não posso contar nada mais sobre isso, mas posso dizer o que senti. Arrebatamento. Sim, arrebatamento. A história me sugou. Me via esperando um e-mail ou carta, ora por Rosie ora por Alex. Foi intenso observar suas vidas e perceber que nem sempre a vontade de ficar junto é o suficiente, é preciso lutar, mudar, reestruturar e esperar a hora certa.
A pergunta é: quem determina a hora certa? Quem diz se duas pessoas podem ficar juntos? O destino? O acaso? Nós mesmos?
"Where Rainbows End" vem para nos dar a resposta.
Alex, você é um cardiologista. Você sabe como um coração é por dentro e por fora. O que você pode fazer quando um coração se parte. Há alguma cura para isso?
Mais uma vez, Rosie, você não está me cansando. Estou bem aqui. Eu sempre estive e eu sempre estarei.