Melhores Poemas de Murilo Mendes (Coleção Melhores Poemas) -

    Murilo Mendes

    Global
    2000
    232 páginas
    7h 44m
    ISBN-10: 8526004808
    Português Brasileiro

    Surrealista, barroco, visionário, Murilo Mendes foi uma das vozes poéticas mais pessoais e inovadoras do modernismo brasileiro. Desde a estreia, com Poemas (1930), a sua poesia incomodou os conservadores e despertou a atenção dos que buscavam novos caminhos. O livro revelava um poeta original e maduro, movimentando-se num ambiente onírico e de conciliação de extremos, do cotidiano prosaico ao metafísico. Esse caminho seria abandonado de maneira abrupta, com a História do Brasil (1932), sátira à versão oficial de nossa história, expressa em poemas-piadas. O livro seria excluído pelo autor na edição global de suas Poesias, em 1959. Os poemas incluídos em Tempo e Eternidade (1935), em parceria com Jorge de Lima, exaltam a musa que, com a igreja católica, divide as atenções do poeta. O conflito se singulariza em A Poesia em Pânico (1938), com a vitória da musa, mas também a nota inquietante de identificação de mulher e pecado. O Visionário (1941) é escandalosamente surrealista, um dos livros mais representativos e solitários do modernismo. A integração à dura realidade do mundo, nos dias sombrios da Segunda Guerra Mundial, assinalam os poemas de As Metamorfoses (1944) e se prolongam em Poesia Liberdade (1947). O mundo parece sem redenção, mas o poeta descobre que ela é possível pela bondade e a poesia. Este o clima de Mundo Enigma (1945). O desejo de fraternidade e comunhão humana se aprofunda em Contemplação de Ouro Preto (1954). Com a mudança para Roma, em 1957, o poeta se europeíza, e os livros seguintes trazem uma forte marca da cultura europeia, não como influência diluída pelas raízes nativas, mas como marca de integração do poeta ao mundo que o cerca. Integrou-se tão bem que passou a escrever em italiano, como mostram os poemas de 'Ipotesi' (1968). Já não era apenas um poeta brasileiro, mas um poeta do mundo.

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    Arsenio Meira05/02/2013Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Murilo Mendes, um gigante da poesia universal. "O MAU SAMARITANO Quantas vezes tenho passado perto de um doente, Perto de um louco, de um triste, de um miserável, Sem lhes dar uma palavra de consolo. Eu bem sei que minha vida é ligada à dos outros, Que outros precisam de mim que preciso de Deus Quantas criaturas terão esperado de mim Apenas um olhar - que eu recusei."

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