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    The Body Artist -

    Don DeLillo

    Scribner
    2001
    160 páginas
    5h 20m
    ISBN-13: 9780743212212
    4
    7 avaliações
    Leram9Lendo3Querem5Relendo0Abandonos0Resenhas1
    Favoritos1Desejados5Avaliaram7

    Don DeLillo's reputation rests on a series of large-canvas novels, in which he's proven to be the foremost diagnostician of our national psyche. In The Body Artist, however, he sacrifices breadth for depth, narrowing his focus to a single life, a single death. The protagonist is Lauren Hartke, who we see sharing breakfast with her husband, Rey, in the opening pages. This 18-page sequence is a tour de force (albeit a less showy one than the author's initial salvo in Underworld)--an intricate, funny notation of Lauren's consciousness as she pours cereal, peers out the window, and makes idle chat. Rey, alas, will proceed directly from the breakfast table to the home of his former wife, where he'll unceremoniously blow his brains out.

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    Resenhas (1)Ver mais
    Manoel Alves picture
    Manoel Alves16/04/2020Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    ‘’The Body Artist’’ mudou a minha vida. Li sua tradução, publicada no Brasil pela Companhia das Letras, como ‘’A Artista do Corpo’’, alguns anos atrás, e mesmo achando a tradução canhestra (desajeitada, elíptica, mas não ruim), sabia — sentia — que havia algo especial ali. Ler o livro no original apenas serviu para corroborar meu pensamento. A obra conta a história de Lauren Hartke, casada com Rey, que após a morte do marido, logo nos capítulos iniciais, decide viver por um tempo na casa de praia que possuem. Lauren pratica o body art. Assim como Marina Abramović, para usar um exemplo mais tangível, ela usa a si mesma para explorar as possibilidades físicas e mentais do corpo, do ‘’ser’’, humano. Em tal performance, o artista é objeto e palco. O corpo é utilizado para sublimar sua noção de comunicador de ideias, meio de expressão. Arte não apenas conceitual, vide Marcel Duchamp, mas, nesse caso, literalmente viva. Os acontecimentos começam a ficar nebulosos quando, numa manhã, Lauren encontra, em um dos inúmeros quartos da casa, um homem. Ela não sabe quem é. Não sabe como ele entrou ali e por quanto tempo está naquele cômodo. Aquele individuo deixa Lauren extremamente perturbada; ele desarranja a lógica das coisas. O homem, de modo sinistro, aparenta ser extremamente velho e, ao mesmo tempo, jovem; sua fisionomia é, simultaneamente, elusiva e alusiva. Ele não tem nome, ou não quer dizer, não sabe como dizer. Talvez não saiba o que ‘’nome’’ significa. Quando, finalmente, diz algo, tropeça nas palavras como uma criança e, Lauren percebe depois, são apenas fragmentos de conversas da própria Lauren. O intruso é capaz, em semelhante desalinho, de imitar o corpo dela, seus movimentos diários, inconscientes. O que me cativou em ‘’The Body Artist’’ foi a verve com que DeLillo, vencedor do National Book Award por ‘’Ruído Branco’’, trata sua sintaxe. Assim como o intruso na casa de Lauren, ele utiliza adjetivos, à primeira vista, incoerentes; posiciona advérbios como verbos. DeLillo, aqui, encara o oficio do escritor tal qual a própria Lauren faz de seu corpo objeto de arte: distende as palavras, flexibiliza, comprimi; efetua um conjunto de exercícios musculares na narrativa. DeLillo, assim como Henry James, James Joyce e Henry Green, entende que linguagem é poder dentro de uma narrativa. A linguagem é a narrativa, não apenas uma ‘’forma’’ para o ‘’tema’’, mas, também, o tema em si. Estética é ética.

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    4 / 7
    • 5 estrelas29%
    • 4 estrelas57%
    • 3 estrelas0%
    • 2 estrelas14%
    • 1 estrelas0%
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    Don DeLillo

    Don DeLillo é um escritor, dramaturgo e ensaísta norte-americano, cujo trabalho traça um retrato detalhado da vida americana no século XX. Os romances de DeLillo abordam temas tão diversos como a televisão, a guerra nuclear, os esportes, as complexidades da linguagem, arte performática, a Guerra Fria, a matemática, o advento da era digital e do terrorismo global. Foi galardoado com o National Book Award, o PEN/Faulkner Award e o Jerusalem Prize. Submundo foi finalista dos prémios Pulitzer e do National Book Award e recebeu em 2000 a Medalha Howells da American Academy of Arts and Letters pela mais eminente obra de ficção dos últimos cinco anos; em 2006, foi considerado um dos três melhores romances dos últimos vinte e cinco anos pela New York Times Book Review.

    34 Livros
    56 Seguidores
    NY, EUA

    Don DeLillo