The 13 Clocks -

    James Thurber

    Yearling
    1992
    128 páginas
    4h 16m
    ISBN-13: 9780440405825

    Once upon a time, in a gloomy castle on a lonely hill, where there were thirteen clocks that wouldn’t go, there lived a cold, aggressive Duke, and his niece, the Princess Saralinda. She was warm in every wind and weather, but he was always cold. His hands were as cold as his smile and almost as cold as his heart. And so begins this peculiar and delightful story. The Duke of Coffin Castle demands that those who come for the hand of his niece perform impossible tasks, and kills them when they fail. One day, a travelling minstrel that calls himself Xingu arrives to the town near the castle, determined to try to win the princess’s hand. With the help of a mysterious being who calls himself the Golux, he begins his quest to defeat the unapologetically evil Duke.

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    Tenho Mais Livros Que Amigos04/06/2015Resenhou um livro
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    The 13 Clocks (Os 13 relógios) contém todos os elementos essenciais de um bom conto de fadas. Há o príncipe que se faz passar por um pobre menestrel, a princesa que é encarcerada no castelo pelo duque malvado, a missão que precisa ser cumprida num prazo praticamente impossível. Esse limite de tempo é vital à trama, uma vez que o duque afirma ter "assassinado" o tempo, e os 13 relógios do castelo se encontram congelados às 4h50. Cabe ao príncipe encontrar um precioso tesouro e entregá-lo assim que os relógios marcarem as 5h. Sua única esperança é Golux, um mínusculo mago que ostenta uma estranha lógica e um indescritível chapéu. O castelo é um lugar perigoso, ruidosamente protegido por enormes guardas metálicos, silenciosamente controlado pelos espiões encapuzados do duque. Criaturas assombrosas espreitam na escuridão das masmorras. Toques de absurdo fazem contraponto a essa atmosfera de horror. Bolas multicoloridas ricocheteiam pelas escadarias nos momentos mais improváveis - serão os fantasmas de crianças assassinadas que brincam lá de cima? Risadas distantes sugerem que sim. A história também possui traços de parábola: o amor acaba vencendo, o tempo é descongelado, e o mal...se dá mal. Nas páginas finais, o duque é perseguido por uma "geleca que cheira a quartos desde muito trancados e ressoa como coelhos histéricos." A linguagem é extraordinariamente criativa, e o tom, perversamente irônico: marcas registradas de um dos mais admirados e polêmicos humoristas da primeira metade do século XX. À época em que escrevia The 13 Clocks, Thurber quase não enxergava mais, e diversas passagens do livro (em que figuras vagas se deslocam nas sombras, feixes de luz atravessam os cômodos escuros, raios subitamente iluminam o breu da noite) sugerem a preocupação do autor com a cegueira que estava por vir.

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