KALUM (Coleção Prestígio) -

    Menotti Del Picchia

    Ediouro
    2008
    106 páginas
    3h 32m
    ISBN-10: 8500917377
    Português Brasileiro

    "Para recreio da nossa juventude, após ter escrito tantos romances realistas, resolvi dar largas à minha inquietação criativa num passeio pelo universo da fantasia no qual o impossível pode se tornar verossímil. (...) Lamentei que nossos grandes novelistas não se dedicassem a esse gênero lúdico, pois escassíssima é, entre nós, a safra de bons romances de aventuras. Naquela ocasião, tivesse um deles à mão, não teria convocado Kalum, Bogum, Karl Sopor e a fascinante Elinor, para realizarem, numa caverna, a tremenda história que aqui narro(...)."

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    Daniel Moraes Bittar03/08/2013Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Muito melhor do que eu esperava...

    Kalum é um daqueles livros que eu tive que ler na infância mas acabei não o lendo todo e deixei passar essa oportunidade. Meu gosto pela leitura chegou tarde, infelizmente, mas mesmo assim eu sempre deixei guardados todos os meus livros e Kalum foi um deles. Revirando minha estante eu o encontrei e marquei como objetivo de leitura. Não o li na época que deveria mas o faria agora. E ainda bem que fiz! O autor Menotti del Picchia pode não ser tão consagrado quanto José de Alencar ou Carlos Drummond de Andrade, mas seu trabalho com Kalum é sem dúvida um destaque. Em uma época em que os textos realistas eram a regra, escrever um romance de aventura imaginativo como esse foi um feito. Nessa obra o que predomina é a apoteose de amor. Nas palavras do próprio autor: "O amor é a condição da própria vida." e "O amor é a própria vida, porque é germe da vida e é explicação e sentido da vida...". Essas duas frases resumem todo o enredo do texto. Kalum conta a história de Karl e seu bando em uma expedição pela Amazônia para filmar uma tribo de selvagens antropófagos. Por azar deles são capturados por esses selvagens. Com a ajuda de um nativo e algumas encenações mirabolantes parte do grupo consegue fugir. Contudo Karl precisa arranjar outros meios para escapar de ser jantar dessa tribo. E no meio de sua fuga acaba chegando ao místico mundo de Elinor onde, em meio a fantásticos acontecimentos, ocorre a mencionada apoteose de amor. Ao término do livro fica apenas um gostinho de quero mais e alguns questionamentos: Por que o livro é tão pequeno? Só 106 páginas? Bem que poderiam ser mais, não é? E por que não existem mais autores brasileiros criando histórias tão imaginativas e divertidas? Espero que todos que tiverem contato com esse livro possam ter o prazer em lê-lo como o que eu tive.

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