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    A República 3000 (Calouro Maior) - A Filha do Inca

    Menotti Del Picchia

    Edições de Ouro / Tecnoprint
    1975
    172 páginas
    5h 44m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro
    3.7
    32 avaliações
    Leram47Lendo5Querem41Relendo0Abandonos0Resenhas2
    Favoritos3Desejados41Avaliaram32

    "A República 3000" de Menotti Del Picchia / Ediouro '-' Esta curiosa obra de ficção científica conta a história de dois sobreviventes de uma expedição militar ao sertão brasileiro que se deparam com uma exótica civilização 'perdida' aos olhos do mundo. Com uma narrativa rica mostra uma visão ao mesmo tempo perturbadora e intrigante de um pseudo-futuro enterrado na mente deste importante escritor brasileiro. Em A Filha do Inca, livro de ficção científica, o escritor brasileiro Menotti del Picchia narra a história de uma expedição científica e militar que é atacada por indígenas da região de Goiás. Os sobreviventes descobrem uma cidadela perdida habitada por uma civilização de robôs, descendentes de antigos navegadores fenícios que chegaram a América centenas de anos antes de Cristovão Colombo (1492). O livro foi publicado originalmente em 1930 pela Companhia Editora Nacional, com o título A República 3000. Em 1933, a editora Civilização Brasileira publicou a 2ª edição já usando o título A Filha do Inca (e no subtítulo trazia o título anterior: "ou A República 3000”). Em 1946, a editora A Noite lançou o romance junto com outro livro de ficção científica do autor, Kalum, como volume 4 das Obras Completas de Menotti del Picchia. A próxima edição publicada foi essa de 1949 na Coleção Saraiva. Em 1958, a editora Martins lançou novamente o livro como volume 6 das Obras de Menotti del Picchia. A editora lançou novas edições do livro em 1980 e 1985. A editora Edições de Ouro (atual Ediouro) lançou o livro usando o título original A República 3000 na década de 1970 nas coleções Calouro Maior e Elefante. A Ediouro voltou a lançar o livro em 1997 na coleção Edijovem. Menotti del Picchia voltou ao tema de expedição atacada por indígenas no romance de 1936 chamado Kalum - O Mistério do Sertão. Nesse romance, uma equipe de filmagem, após um ataque indígena, encontram homens minúsculos vivendo no fundo de uma caverna. O livro A Filha do Inca foi adaptado como história em quadrinhos e lançado em abril de 1960 pela editora Ebal (Editora Brasil-América) como nº 184 da revista "Edição Maravilhosa".

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    Resenhas (2)Ver mais
    Tatiane Ribeiro picture
    Tatiane Ribeiro29/05/2025Resenhou um livro
    3.5 (Bom)

    Desatualizado pelo tempo

    Disclaimer: É um livro interessante, bom, mas que somente deve ser lido por aqueles capazes de se abstrair da mentalidade dos dias de hoje e compreender a cultura, a mente da época que foi escrito. Nos dias de hoje, Fragoso jamais seria o herói em uma história. Seu comportamento em relação aos indígenas brasileiros e a própria floresta (que estranhamente idolatram, mas desrespeitam) é vergonhoso. Mas a história foi escrita em 1930 e se passa em 1920. Para lê-la, é preciso estar ciente disso. As pessoas mudaram (Graças a Deus mudaram!), mas olhar o passado com os olhos de hoje ou tentar reescrevê-lo é tolo. O passado nos trouxe até aqui; ao esquecê-lo ou adequá-lo, corremos o risco de repetir erros... Esclarecido isso, vamos ao livro. É um livro curto que se lê rapidamente. O início, onde há mais ação, estranhamente é onde ela se arrasta. Ciente de que estamos numa fantasia, queremos algo mágico, não a matança sem sentido de soldados e indigenas. Contudo a parte fantástica do livro, não é mágica. Mesmo que se trate de uma ficção científica, esperava algo mais fantástico. Foi apenas um longa e filosófica discussão sobre humanidade entre dois seres em diferentes estágios da evolução humana. Concordo com ao autor que nosso caminho evolutivo nos levará a uma sociedade desumana, racional e pragmática, mas imaginei que isso serviria de revelação a Fragoso. Ele perceberia que, assim como aqueles seres os desconsideravam e os viam como inferiores, era assim que ele tratava os indígenas. Porém, isso não aconteceu e foi bem desapontante. Ao fim, o personagem principal não evoluiu em nada. Uma pena, seria um final mais interessante para uma discussão que não levou a lugar nenhum. Mas a discussão valeu pena. Mesmo que desatualizado pelo tempo, os diálogos as observações dos humanos dos anos 3000 ainda são válidas e merecem reflexão.

    2 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    3.7 / 32
    • 5 estrelas31%
    • 4 estrelas19%
    • 3 estrelas38%
    • 2 estrelas13%
    • 1 estrelas0%
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    Paulo Menotti Del Picchia

    Foi um poeta, jornalista, tabelião, advogado, político, romancista, cronista, pintor e ensaísta brasileiro. Imortal, ocupou a cadeira nº 28 da Academia Brasileira de Letras, tendo sido suas principais obras Juca Mulato (1917) e Salomé (1940). Um livro seu de elevada popularidade é Máscaras (1920), pela sua nota lírica. Presidiu a Associação dos Escritores Brasileiros, seção de São Paulo. Foi agraciado com o título de "Intelectual do Ano", em 1968, e aclamado "Príncipe dos Poetas Brasileiros", em 1982. Em 1960, recebeu o Prêmio Jabuti de poesia, concedido pela Câmara Brasileira do Livro. Destacam-se em sua obra poética os livros Juca Mulato (1917), Máscaras (1920), A Angústia de D. João (1922) e O Amor de Dulcinéia (1931). A poesia de Menotti del Picchia vincula-se à primeira geração do Modernismo. Em 1984, recebeu o Prêmio Moinho Santista - Categoria Poesia.

    21 Livros
    10 Seguidores
    São Paulo, Brasil

    Paulo Menotti Del Picchia