“ Adieu, mon amour.”
Interessante perceber que muda os títulos, personagens, mas as obras da finada Anne Rice é tudo uma cópia frustrada da Entrevista com o Vampiro. Repetição massiva dos personagens, suas inquietações, diálogos com uma filosofia de boteco às 03am, sem contar maestria dela em conseguir ser enfadonha e interessante ao mesmo tempo, entre uma página e outra.
Alguns anos atrás ganhei meu primeiro livro da autora, Entrevista com o Vampiro, inclusive obrigado mãe pelo presente. Após essa primeira leitura, o divisor de águas desde a publicação de Dracula eu me empolguei e comprei uns quinze livros da autora numa única compra. Vampiros, lobisomem, bruxas, anjos e até Múmias fazem parte desse portfólio. Engraçado é que a sensação dessas leituras são sempre uma cópia repaginada e tediosa.
Não importa nome do protagonista, homem ou mulher, época, aventura descrita, possivelmente será um déjá vu. Quase sempre o Lestat vai estar de alguma forma presente. Você abre geladeira olha Lestat lá dentro, abre marmita da dieta e sai o Lestat com 30 gramas de soja, ergue uma pedra, lá tá ele, abre um livro, olha ele ali, escuta uma música Lestat cantando e por aí vai interminavelmente.
No final é tudo o mesmo. Lamúrias, desejos, sonhos inalcançáveis e páginas e mais páginas de enrolação. Anne rice é uma versão piorada do Stephen King, no qual nunca chega a lugar nenhum e pior não se desapega dos mesmos acontecimentos e os mesmos personagens mais batidos que o clássico pão com manteiga e café na mesa do brasileiro.
Talvez eu desista dessas leituras, mesmo fazendo elas no clássico estilo prestação Casas Bahia, dividindo a mesma em trinta vezes. Sensação é de um culto dedicado a autora, mas com poucos méritos se olhar profundamente. Só para finalizar talvez os livros fossem bons, mas sendo contos curtos, nada além disso.
“Senhor, há ocasiões em que os homens mais inflexíveis seguram bebês nos braços, seus próprios filhos, e a felicidade e a satisfação desses momentos é tão sublime que não há nenhum horror na terra que possa destruir a paz que eles sentem! Essa é a capacidade humana para o amor e a compreensão!”