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    Diálogos com Leucó (Prosa do Mundo) -

    Cesare Pavese

    Cosac Naify
    2001
    240 páginas
    8h 0m
    ISBN-10: 8575030566
    Português Brasileiro
    3.7
    35 avaliações
    Leram62Lendo4Querem155Relendo0Abandonos1Resenhas3
    Favoritos3Desejados155Avaliaram35

    Um dos últimos livros de Cesare Pavese (1908-1950), que junto a Vittorini, Moravia, Buzatti, Calvino e outros escritores de sua geração, levou a convulsionada Itália do século XX a uma projeção mundial. Obra preferida do escritor, Diálogos com Leucó traz 27 breves conversas entre seres mitológicos, em torno de questões fundamentais para o autor, como o amor, a morte e a dor.

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    Juliana26/09/2014Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    O homem nu perante os deuses...

    Cesare Pavese confessa em Leucó a sua ligação de sangue e vísceras, o tição materno que lhe põe a vida em brasa. O fascínio decadentista do autor pelos seres mitológicos é a válvula de escape aos próprios sofrimentos; A tragédia à espreita, um autorretrato; O desespero misógino, a face bestial de seu terror. A Ogígia de Calipso e Ulisses, a Tebas de Édipo e Tirésias, o Latmo de Ártemis e Endímion tornam-se alegorias para a Europa de duas guerras mundiais. Ao término dessa leitura severa, moralmente chocante, onde debate-se a carne nua de heróis e deuses antigos na mandíbula do tirânico Olimpo, fiz-me a pergunta: Se as mulheres são feras e nulidade, e os deuses selvagens indômitos do destino, o que é o homem Teseu, o homem Jasão, o homem Pavese? Ora, ridículos e corajosos eles empunham suas espadas disformes. Deles riem os monstros e abusam os selvagens. Nada neles resiste, a não ser a memória arruinada de seus feitos inúteis.

    4 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    3.7 / 35
    • 5 estrelas23%
    • 4 estrelas43%
    • 3 estrelas23%
    • 2 estrelas9%
    • 1 estrelas3%
    Cesare Pavese profile picture

    Cesare Pavese

    Cesare Pavese (1908–1950) nasceu na fazenda de férias de sua família no país fora de Turim, no norte da Itália. Ele se formou na Universidade de Turim, onde escreveu uma tese sobre Walt Whitman, iniciando um compromisso contínuo com a literatura em inglês que levaria a suas influentes traduções de Moby-Dick, um retrato do artista quando jovem, três anos. Vidas e Moll Flanders, entre outras obras. Exilado brevemente pelo regime fascista na Calábria em 1935, Pavese voltou a Turim para trabalhar na nova editora de Giulio Einaudi, onde acabou se tornando diretor editorial. Em 1936, ele publicou um livro de poemas, Lavorare stanca (Hard Labor), e depois passou a escrever romances e contos. Pavese ganhou o Prêmio Strega de ficção, o prêmio mais prestigioso da Itália, por A lua e as fogueiras em 1950. Mais tarde no mesmo ano, após um breve caso com uma atriz americana, ele se suicidou. As publicações póstumas de Pavese incluem seus diários célebres, ensaios sobre a literatura americana e uma segunda coleção de poemas, intitulada Ver a morte e avrà i tuoi occhi (a morte virá e terá seus olhos).

    27 Livros
    14 Seguidores
    Piemonte/Cuneo, Itália

    Cesare Pavese