Tarô, anti-guerra, dog lick e parkour
Promethea #12 é realmente uma história distinta. Tem a página de apresentação, e, depois disso, uma página para cada página dos arcanos maiores do tarô. Além disso, há uma parte da página mostrando um tipo de ciclo da vida, e uma piada sendo contada lentamente. O tom da piada lembra um pouco a famigerada piada de "Piada mortal", sobre os dois loucos. A própria magia tem a ver com o mistério da caixa com os furos, e a revelação esotérica tem uma grande conexão com a surpresa do final da piada. Há ainda outra camada em todas as páginas, que são as permutações feitas com a palavra "promethea". Algumas são aproximações, mas todas elas tem algum tipo de conexão com a etapa da "linha da vida" mostrada no arcano maior da vez. Há uma tentativa de amarrar conceitos científicos e históricos nessa narração. A linha histórica é simplificada por demais. Citam por exemplo apenas a queda do império romano, mas sequer cogitam o mistério do colapso da Era de Bronze. E tem também o conceito de que a idade média foi uma era de trevas. O foco grande na geração dos hippies como sendo a mais relevante é um viés tanto do roteirista quanto dos autores que o Moore reverencia. Parte da geração paz e amor hoje é hostilizada como os Baby Boomers que causaram um colapso generacional. Ao menos de acordo com a visão nada neutra dos GenX, os Doomers que culpam todos os que vieram anteriormente pelo cenário cultural, político e econômico atual. DMZ #7 mostra o Matt saindo de NY, e voltando novamente para o caos da DMZ. Há um grande esforço para mostrar a relatividade moral em tempos de guerra. Que os dois lados da guerra civil são igualmente sacanas. É anti belicista e anti-americana, ao menos no final dessa edição. Hellblazer #154 prossegue na bizarra cidade chamada Doglick. E tenho dificuldades para acreditar que o nome da cidade possa ser um tipo de brincadeira com o que o Constantine fez durante o seu momento "Se beber não case". Global Frequency #6 tem uma protagonista que pratica Parkour, e que também é misândrica. Esse título quase sempre tem tramas rasas, com bastante ação e parecem ter apenas umas 8 páginas de conteúdo.
