História e Utopia -

    Emil Cioran

    Rocco
    2011
    128 páginas
    4h 16m
    ISBN-13: 9788532504654
    Português Brasileiro

    Com seu estilo lúcido e cético, Cioran exibe, em História e Utopia, seu olhar sobre a História. Ao trazer à tona a necessidade do absoluto inerente ao homem, o filósofo discute a noção de liberdade e sua fragilidade na sociedade ocidental, traçando um retrato igualmente implacável da sede de poder. Seus ensaios, escritos em outra conjuntura mundial (foram publicados em francês em 1960), são extraordinariamente atuais e tocam em pontos essenciais, como a comparação entre a Europa Oriental e a grande Europa, a descrição dos mecanismos que ligam a utopia ao apocalipse, a análise do gigante russo.

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    Daniel Augusto de Souza Filho29/11/2013Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Cioran elabora a filosofia nesse livro pautando-se no mito do pecado original e da queda, o anjo decaído Lúcifer, ecoando ainda o mito de Prometeu. Suas idéias soam como metralhadora giratória que atinge toda idéia de utopia ou sociedade harmônica, inferindo sobre a natureza maligna do ser humano. Seu pensamento transposto nesse livro curto de trechos concisos, chega a nos abater inelutavelmente de forma clara e direta. "Uma sociedade que se quisesse perfeita deveria colocar na moda, ou tornar obrigatória, a camisa-de-força, pois o homem só se move para fazer o mal" (Escola de Tiranos) ou "Aquele que é fraco demais para declarar guerra ao homem nunca deveria esquecer, em seus momentos de fervor, de rezar pela vinda de um segundo dilúvio, mais radical que o primeiro" (Odisséia do Rancor) ou "Queres construir uma sociedade em que os homens não se prejudiquem mais uns aos outros? Faz participar dela só os abúlicos" (A idade de Ouro), são excertos que convergem em uma unidade de coerência desilusionista que diz respeito a todo e qualquer ato humano. Entrevemos um diálogo com Dostoievski (Memórias do Subsolo, em "Odisséia do Rancor", (Sonho de um Homem Ridículo), em "A Idade de Ouro" e vislumbramos ecos de Nietzsche perpassando por toda obra. Já foi dito que Cioran era uma espécie de Lautreamont entranhado em niilismo russo.

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