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    História e Utopia -

    Emil Cioran

    Rocco
    1994
    144 páginas
    4h 48m
    ISBN-11: 8532504655_
    Português Brasileiro
    4.1
    72 avaliações
    Leram131Lendo8Querem194Relendo0Abandonos0Resenhas2
    Favoritos3Desejados194Avaliaram72

    Neste livro, Cioran trata do fundamento das Revoluções e da História - a nostalgia do Éden. Cioran mostra como o drama metafísico do homem se repete em escala coletiva. Utilizando os mitos, como instrumento de análise, ele retrata os 'mecanismos eternos da história', a origem religiosa das utopias e os vínculos entre liberdade e servidão. Seus ensaios, escritos em outra conjuntura histórica, tratam de temas os mais atuais, como a comparação entre Europa Oriental e Ocidental e a reflexão sobre o gigante soviético. Questiona a obsessão humana pelo futuro e pelo progresso, dissolvendo algumas das ilusões mais fundamentais do Ocidente e demonstrando que a necessidade do absoluto é inerente ao homem.

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    Daniel Augusto de Souza Filho picture
    Daniel Augusto de Souza Filho29/11/2013Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Cioran elabora a filosofia nesse livro pautando-se no mito do pecado original e da queda, o anjo decaído Lúcifer, ecoando ainda o mito de Prometeu. Suas idéias soam como metralhadora giratória que atinge toda idéia de utopia ou sociedade harmônica, inferindo sobre a natureza maligna do ser humano. Seu pensamento transposto nesse livro curto de trechos concisos, chega a nos abater inelutavelmente de forma clara e direta. "Uma sociedade que se quisesse perfeita deveria colocar na moda, ou tornar obrigatória, a camisa-de-força, pois o homem só se move para fazer o mal" (Escola de Tiranos) ou "Aquele que é fraco demais para declarar guerra ao homem nunca deveria esquecer, em seus momentos de fervor, de rezar pela vinda de um segundo dilúvio, mais radical que o primeiro" (Odisséia do Rancor) ou "Queres construir uma sociedade em que os homens não se prejudiquem mais uns aos outros? Faz participar dela só os abúlicos" (A idade de Ouro), são excertos que convergem em uma unidade de coerência desilusionista que diz respeito a todo e qualquer ato humano. Entrevemos um diálogo com Dostoievski (Memórias do Subsolo, em "Odisséia do Rancor", (Sonho de um Homem Ridículo), em "A Idade de Ouro" e vislumbramos ecos de Nietzsche perpassando por toda obra. Já foi dito que Cioran era uma espécie de Lautreamont entranhado em niilismo russo.

    2 curtidas

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    Avaliações

    4.1 / 72
    • 5 estrelas32%
    • 4 estrelas46%
    • 3 estrelas18%
    • 2 estrelas3%
    • 1 estrelas1%
    Emil Mihai Cioran profile picture

    Emil Mihai Cioran

    Foi um escritor e filósofo romeno radicado na França. Após estudar Ciências Humanas no colégio, Cioran começou a estudar Filosofia na Universidade de Bucareste aos 17 anos. Ao ingressar na universidade, aproximou-se de Eugène Ionesco e Mircea Eliade, os três permaneceriam amigos por muitos anos. Fez amizade com os futuros filósofos romenos Constantin Noica e Petre Tutea durante o período em que receberam ensinamentos de Tudor Vianu e Nae Ionescu. Cioran, Eliade e Ţuţea tornaram-se adeptos das idéias de seu mestre Nae Ionescu – ou seja, uma corrente denominada Trairism. Absorvendo influências Germânicas, seus primeiros estudos centralizaram-se em Immanuel Kant, Arthur Schopenhauer, e principalmente Friedrich Nietzsche. Tornou-se um agnóstico, tomando por axioma "a inconveniência da existência". Durante seus estudos na Universidade, Cioran também foi influenciado pelas obras de Georg Simmel, Max Stiner, Ludwig Klages e Martin Heidegger, e também pelo filósofo russo Lev Shestov, que aliou a crença na arbitrariedade da vida à base de seu pensamento. Cioran graduou-se com uma tese sobre Henri Bergson; mais tarde, porém, renegaria Bergson, alegando que este não compreendera a tragédia da vida.

    31 Livros
    135 Seguidores
    Sibiu, Roménia

    Emil Mihai Cioran