O Falecido Mattia Pascal (Os Imortais da Literatura Universal #38) - Il Fu Mattia Pascal

    Luigi Pirandello

    Abril
    1972
    289 páginas
    9h 38m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro

    É no romance O Falecido Mattia Pascal que o autor dá início à temática que para ele se tornaria inesgotável: o paradoxo entre essência e aparência, entre o que é o homem e como é visto pelos outros. A maioria das pessoas já pensou, em algum momento, mudar completamente sua vida. Mas, como o fazer? É possível se tornar outra pessoa? Em "O falecido Mattia Pascal", Luigi Pirandello brinca com a realidade e faz da vida do protagonista, uma sequência de reformulações - da aparência, dos nomes, das roupas, dos pensamentos... No momento mais crítico de sua vida - desprezado por sua família, acossado por credores, com um trabalho num lugar medíocre -, um golpe do acaso muda a vida do jovem, Pascal ganha uma pequena fortuna num cassino e, ao mesmo tempo, é tido como morto, pois o confudem com um cadáver achado em sua cidade natal. Decide assumir uma nova identidade e parte em viagem pela Europa, de modo aventureiro, envolvendo-se em contínuos contratempos. A originalidade do autor traz à tona um questionamento fundamental da existência humana: pode o homem viver sem uma identidade ou ele pode elaborá-la a partir de um marco zero, conforme, lhe for agradável e conveniente?"

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    Stela Antunes picture
    Stela Antunes10/08/2025Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    O que significa morrer? Ninguém mais se lembrava de mim, era como se Eu nunca tivesse existido.

    Eu nunca havia ouvido falar desse livro, nem desse Autor, então não sabia o que esperar, mas foi uma experiência divertida e interessante. O livro, que é de 1904, e se passa na Itália, é narrado pelo próprio Mattia, que escreve seu livro, sobre suas três mortes. Leitura leve e fluída. Nosso anti-herói, que tem um caráter meio duvidoso, indolente, egoísta e sua narrativa e visão não são muito confiáveis, me lembrou um pouco "Brás Cubas" de Machado de Assis. A narrativa, é feita de forma irônica, sarcástica, cômica, mas revela melancolia, angústias, dores e solidão e trazem muitas reflexões filosóficas e críticas à sociedade, à religião, às leis, a própria condição humana. Mattia, que era herdeiro e a família perdeu todos os bens, está insatisfeito com toda sua vida: trabalho, casamento, família e aproveita uma situação para começar uma nova vida, mas será que isso é possível? Quais as implicações? É possível criar uma nova história? É possível ser feliz vivendo uma mentira? É possível ser livre, com pouco dinheiro, sem identidade, sem relacionamentos e com medo? E assim conhecemos suas aventuras e desventuras, com uma escrita muito bonita.

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