Eu nunca havia ouvido falar desse livro, nem desse Autor, então não sabia o que esperar, mas foi uma experiência divertida e interessante.
O livro, que é de 1904, e se passa na Itália, é narrado pelo próprio Mattia, que escreve seu livro, sobre suas três mortes. Leitura leve e fluída.
Nosso anti-herói, que tem um caráter meio duvidoso, indolente, egoísta e sua narrativa e visão não são muito confiáveis, me lembrou um pouco "Brás Cubas" de Machado de Assis.
A narrativa, é feita de forma irônica, sarcástica, cômica, mas revela melancolia, angústias, dores e solidão e trazem muitas reflexões filosóficas e críticas à sociedade, à religião, às leis, a própria condição humana.
Mattia, que era herdeiro e a família perdeu todos os bens, está insatisfeito com toda sua vida: trabalho, casamento, família e aproveita uma situação para começar uma nova vida, mas será que isso é possível?
Quais as implicações? É possível criar uma nova história?
É possível ser feliz vivendo uma mentira? É possível ser livre, com pouco dinheiro, sem identidade, sem relacionamentos e com medo?
E assim conhecemos suas aventuras e desventuras, com uma escrita muito bonita.