Aventuras na História Nº 91 (Fevereiro de 2011) - Alexandre o Grande

    Editora Abril

    Abril
    2011
    70 páginas
    2h 20m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro

    Ed. 91, Fev.2011 - Alexandre o Grande: "Conquistador, temperamental, casamenteiro e bissexual. As verdades e as mentiras sobre o maior guerreiro da História antiga."

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    R .04/08/2020Resenhou um livro
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    Fevereiro de 2011

    "Os amores de Alexandre, o grande" - a reportagem destacou aspectos como bissexualidade, bebedeira, orgias rotineiras e rivalidade entre suas esposas. O incêndio de Persépolis (cidade lendária pela beleza) foi ordenado em momento de embriaguez (atitude pela qual se arrependeu) e a primeira esposa, Roxana, tramou contra outras de Alexandre. Houve pouca ênfase às famosas batalhas e destas (algo que a revista não citou) acho impressionante a conquista da Fortaleza Sogdiana. Tinha fama de intransponível, situada no alto de uma montanha (ou rocha) bastante íngreme. Alexandre foi ridicularizado pelos adversários nas tentativas, seguida de desafio para que voasse até lá se quisesse conquistar o local, o que Alexandre então fez... Em linhas gerais, quem tentasse invadir pela via de acesso era facilmente alvejado por arqueiros; Alexandre escolheu e posicionou 300 escaladores no lado mais íngreme; estes paulatinamente, de noite, enfretaram o paredão na situação de frio e risco de morte grande, escondendo-se em frestas de dia para não serem vistos; cerca de 30 caíram e os que sobreviveram haviam sido orientados para escalar até o ponto mais elevado da montanha, onde deveriam aparecer armados, com toda pompa; a intenção era impressionar o exército residente, que ficou surpreso e atônito momentaneamente, como se tais soldados de fato tivessem voado até ali; tempo suficiente para haver descuido na via de acesso e o exército de Alexandre subir e entrar na cidade decidido para a conquista, que se deu sem maiores dificuldades. História incrível! Muita gente conhece a dos 300 de Esparta e não sabe da narrativa também impressionante dos 300 de Alexandre... Ah, falando em 300, conheço ainda os 300 de Gideão e os 300 de Abraão... Mas são outras histórias, igualmente impactantes... "A vingança de Che" - abordagem sobre a jovem Monica Eartl, que em 1971 fez parte de uma missão que matou um dos líderes militares responsáveis pela captura, morte e voiolação do cadáver de Che Guevarra, quando cortaram-lhe as mãos para serem enviadas para a CIA. Agora, como dizem... quem com ferro fere... Em 1973 foi a vez dela cair numa cilada e seu corpo nunca foi localizado. "Todo mundo em pânico" - A reportagem falou do vilarejo francês de Point-Saint-Esprt, que em 1951 teve surto de histeria coletiva por duas semanas, com relatos inusitados das ações praticadas por várias pessoas. Dizem que o culpado foi o pão, contaminado por um tipo de fungo capaz de causar delírios, mas há também teoria conspiratória de ação da CIA usando de maneira criminosa e oculta o LSD entre os cidadãos. Em relação a essa hipótese, não ficou esclarecido as motivações, o que é inegável é a situação anormal das duas semanas com comportamentos diversos pra lá de desequilibrados. Finalizando com notas diversas: - Em 1912 ocorreram dois carnavais no país. É que uma semana antes da folia morreu o Barão do Rio Branco e foi estabelecido luto nacional. O barão foi o principal responsável pelo estabelecimento das fronteiras brasileiras que estavam em litígio com outras nações (como a questão do Contestado entre França e Brasil nas terras do Amapá). Obviamente, muita gente não se importou e foi para a esbórnia na data marcada e na que depois estabeleceram para a folia (cerca de mês e pouco depois). Será que hoje existe alguma personalidade capaz de alterar a data do carnaval? Difícil, pois vimos que com a pandemia se aproximando não mudaram nada e, mesmo em época de quarentena, fizeram festejos como no carnaval, regados a bebedeira e prostituição. - "Lembre-se do Álamo", adaptação em quadrinhos do que foi essa batalha, na visão dos norte-americanos (que a usaram como ideologia para conquista de vários territórios mexicanos) e na visão dos mexicanos (menos espetaculosa nos relatos, na intenção de evitar a expansão dos EUA sobre seu território e contra a escravidão que estes impunham). - "Qual a origem dos símbolos do casamento?" - interessante, com curiosidades sobres os costumes estabelecidos. Vou fazer menção ao arroz que jogam (no Oriente é símbolo de fertilidade e os casamentos tinham essa visão primordial) e ao buquê de flores. Na Idade Média as noivas no trajeto até a igreja iam recebendo flores, gerando um buquê. O ato de jogá-lo ao público tem relação com retribuição ao gesto de desejarem boas coisas ao casal, que agradece também dando flores. Ah, não explicaram de onde vem a crença de que quem pega irá casar também... Acabo me empolgando e escrevendo desnecessariamente, então é o fim da resenha, pós leitura realizada na quarentena em Macapá.

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