Uma viagem às mentes que formam o retrato - vivo e cínico - da sociedade norte-americana durante a Grande Depressão e a Lei Seca. Nesse livro, O´Hara é ágil ao narrar a história de Julian English, jovem rico e cínico que inicia um processo de auto-destruição ao jogar um drinque na cara do chefe. Julian vive em Gibbsville, cidade hipócrita e provinciana sustentada pelo negócio do carvão. Não só conhecemos a fundo o que se passa na sua cabeça, como também na de sua mulher, Caroline, na do fanfarrão Harry Reilly, na de mafiosos de baixo escalão, jornalistas e mães de família empobrecidas – John O’Hara não poupa ninguém. Observador social atento, com poucas palavras coloca o leitor na pele de seus personagens. Ultrapassa, porém, a mera crônica social, obtendo excelentes definições de individualidade que passam longe do estereótipo. O leitor acompanha a derrocada de Julian como se fosse ele: quase sem perceber, embriagado por uma narrativa cheia de personagens saborosos e mordazes na sua perspicácia.





