Valeu a pena vencer os primeiros capítulos!
Holanda, séc. XVII, os holandeses estavam no auge da paixão pelo cultivo e comercialização das tulipas. E essas flores mais do que uma paixão nacional, eram também um ótimo negócio para os produtores holandeses. Ter uma flor como esta no jardim era sinônimo de luxo e status social. Os preços eram tão altos que os milionários da época chegavam a pagar o valor de uma casa na capital por uma única tulipa, para você ter uma ideia do quão importante e o luxo que representavam as tulipas. Então, imagine ter a honra de criar uma tulipa negra, sem manchas, o que a tornava raríssima... A partir daí, você já pode imaginar a trama intrincada que será desenvolvida. Um enredo repleto de paixões, obsessões, inveja, ciúmes, intrigas, amor, heroísmo, tudo isso através de um pano de fundo político que realmente aconteceu na Holanda daquela época. E esse fundo político que nos é apresentado de uma maneira inicialmente confusa, Dumas vai narrar a que ponto chegou a intolerância política de um povo, o total estado de cegueira e neurose onde é impossível pensar diferente ou até mesmo manter o vínculo com alguém perseguido, o que dirá receber ou guardar algo deste alguém, correndo o risco assim de ser delatado como um traidor. E vencidos esses primeiros capítulos confusos na sua escrita, e que vale muito a pena insistir e não abandonar o livro, entraremos no romance em si. Aí, a fluidez dominará a leitura, a curiosidade em querer saber o que acontecerá com as personagens reinará até o fim. E vou parando por aqui, pois é muito fácil escapulir um spoiler! E já deixo aqui a minha recomendação deste grande clássico; e uma coisa é certa, é impossível não se apaixonar pelas tulipas, que flor linda! Pesquisem as suas variedades. 😉 🌷








