In her first novel, award-winning Indian screenwriter Arundhati Roy conjures a whoosh of wordplay that rises from the pages like a brilliant jazz improvisation. The God of Small Things is nominally the story of young twins Rahel and Estha and the rest of their family, but the book feels like a million stories spinning out indefinitely; it is the product of a genius child-mind that takes everything in and transforms it in an alchemy of poetry. The God of Small Things is at once exotic and familiar to the Western reader, written in an English that's completely new and invigorated by the Asian Indian influences of culture and language
The God of Small Things -
Arundhati Roy
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Ver maisLeituras de 2023 | 2° Ciclo de Leituras: Literatura & Sociedade O Deus das Pequenas Coisas [1997] Arundhati Roy (Índia, 1961-) Cia. das Letras, 1998, 344 p. Trad. José Rubens Siqueira Pela voz de um narrador que sabe um pouco de tudo e todos, que vê passado e presente e se encontra às vezes bem colado às personagens, somos apresentados à história de uma família com pedigree de ancestralidade que vive em Ayemenem, uma vila no distrito de Querala, sul da Índia. Como um diligente anfitrião, o romance nos apresenta cada canto de seu edifício ficcional: conta histórias do lugar e das pessoas que nele vivem e relembra episódios passados, às vezes antecipando o que estamos prestes a encontrar no cômodo contíguo, às vezes voltando a um quarto já visitado para ter a certeza de que não esquecemos o que vimos por lá. Assim, a retomada de temas e situações força leitores a olhar para trás e não esquecer como as pequenas tragédias cotidianas articulam tragédias maiores, irreversíveis. Esta última é apresentada logo no primeiro capítulo: a morte de uma criança inglesa, Sophie Mol, que passava suas férias na Índia. As demais tragédias, ditas pequenas, são reveladas aos poucos, à medida que o fio narrativo acompanha a história de vida dos gêmeos bivitelinos Rahel e Estha, especialmente entre 1969, ano da morte de Sophie, e 1993, quando Rahel retorna à Índia dos EUA. Em torno desses pequenos protagonistas, uma galeria de personagens complexas e bem caracterizadas opera dentro dos limites de suas próprias motivações, frustrações e preconceitos, num emaranhado social e político no qual o impensável virava pensável e o impossível realmente acontecia (p. 41). A Índia de Arundhati Roy é um país que vive simultaneamente em vários séculos. A autora é mordaz em sua crítica aos efeitos do imperialismo no imaginário dos indianos, bem como ao sistema de castas. Na fatura do romance, será exatamente esse ponto de tensão social que desencadeará a máquina destruidora de mundos, reforçando as duas lições amargamente aprendidas muito cedo pelos gêmeos: Tudo pode acontecer para Qualquer Um; e É melhor estar preparado. Ammu, mãe de Estha e Rahel, poderia ser considerada o ponto de desequilíbrio da narrativa se Roy não tivesse, na verdade, distribuído entre os membros da família Ipe diferentes pesos na responsabilidade pelos desdobramentos da história. Será mais correto sugerir, portanto, que Ammu é a força centrípeta da desordem social, política, religiosa e emocional que o romance tenta articular. É por meio de suas ações que as Grandes Coisas e as Pequenas Coisas se embatem na narrativa, com vitória para o Medo, a História, a Religião e as Instituições. Do outro lado deste cabo de guerra, a natureza e aquilo que é natural o desejo entre os corpos contamina intensamente (ou irremediavelmente) a linguagem, marcada por cores, cheiros, sabores, bichos, plantas, frutos, sons e movimentos que servem de lembrete da força incontrolável daquilo que antecede a humanidade. Publicado no ano em que se celebravam os 50 anos da independência da Índia, o romance de Roy discute as cicatrizes deixadas pelo imperialismo, em cujo âmago se encontra a institucionalização da injustiça. Mas O Deus das Pequenas Coisas são muito mais histórias dentro da história. Para mim, ele permanecerá ainda por muito tempo como a história de uma mariposa dentro do coração de uma menina. De como ela mexe suas patas geladas com os pés trêmulos e veludosos. A história de como uma mariposa parda com tufos de pêlo dorsal excepcionalmente densos desdobrou as asas predadoras no coração de uma criança. Para mim é (sobretudo) sobre isso O Deus das Pequenas Coisas. #arundhatiroy #odeusdaspequenascoisas #literaturaindiana #romances #resenhasdelivros #resenhadelivro #literaturacontemporânea #literatura #leiamulheres #literatoni
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