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    A cidade e a infância -

    Luandino Vieira

    Companhia das Letras
    2007
    134 páginas
    4h 28m
    ISBN-13: 9788535911084
    Português
    3.8
    85 avaliações
    Leram135Lendo4Querem86Relendo0Abandonos0Resenhas7
    Favoritos4Desejados86Avaliaram85

    Publicado originalmente em Lisboa em 1960, este livro marca a estreia de José Luandino Vieira, um dos mais respeitados e inventivos escritores africanos da atualidade, fortemente identificado com as lutas de libertação de Angola. Os contos de A cidade e a infância anunciam algumas das características que se tornariam marcas da escrita de José Luandino Vieira: a paisagem urbana e o contexto de pobreza e marginalidade de Luanda; a oralidade pronunciada da narrativa; o convívio e a tensão entre negros, brancos e mulatos; a crítica da modernização excludente. Engajado e radicalmente inovador, Luandino ajudou a consolidar a literatura angolana no período de luta contra a colonização portuguesa, criando uma dicção literária única (sua prosa madura é comparada à de Guimarães Rosa). O livro traz dez narrativas breves, inspiradas na infância do próprio autor, vivida nos bairros pobres de Luanda, em companhia de meninos negros e mestiços. O volume inclui algumas das "estórias" (como o próprio Luandino as chama) mais conhecidas do autor: Companheiros; O nascer do sol; A cidade e a infância e A fronteira de asfalto. Este último conto narra a história de duas crianças, um menino negro e uma garota branca, que são proibidos de se encontrar. Apartados por iniciativa da família dela, eles também são separados pela "fronteira de asfalto" que divide os bairros ricos e os musseques de Luanda. A cidade e a infância traz o texto A libertação do espaço agredido através da linguagem, prefácio de Manuel Ferreira à segunda edição portuguesa (1977) e o prefácio de Costa Andrade à primeira edição (1960).

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    Resenhas (7)Ver mais
    Gabriela Barbosa picture
    Gabriela Barbosa27/02/2020Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Vale a pena conhecer mais sobre a história e a herança do imperialismo na África, mais especificamente em Luana.

    3 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    3.8 / 85
    • 5 estrelas22%
    • 4 estrelas40%
    • 3 estrelas31%
    • 2 estrelas5%
    • 1 estrelas2%
    José Luandino Vieira profile picture

    José Luandino Vieira

    José Luandino Vieira, nascido José Vieira Mateus da Graça é um escritor angolano. Português de nascimento, passou a juventude em Luanda, onde concluiu os estudos secundários. Por combater nas forças do MPLA durante a Guerra Colonial, contribuindo para a criação da República Popular de Angola, adquiriu a cidadania angolana. Preso pela PIDE, pela primeira vez em 1959, acusado de ligações ao movimento independentista (Processo dos 50), acabaria condenado a catorze anos de prisão, em 1961. Antes disso a Sociedade Portuguesa de Autores, então presidida por Manuel da Fonseca, pretendera atribuir-lhe o Prémio Camilo Castelo Branco, pela seu livro "Luuanda". Essa acção fez com a PIDE/DGS levasse a cabo uma acção de desmantelamento da SPA. Luandino cumpriu a pena de prisão no Campo do Tarrafal, em Cabo Verde, regressando a Portugal em 1972, com residência vigiada em Lisboa. Em 1975 regressou a Angola onde ficou até 1992. Foi director da Televisão Popular de Angola, de 1975 a 1978, diretor do Departamento de Orientação Revolucionária do MPLA, até 1979 e diretor do Instituto Angolano de Cinema, de 1979 a 1984. Participou na fundação da União dos Escritores Angolanos, de que foi Secretário-Geral (1975-1980 e 1985-1992). Foi também Secretário-Geral Adjunto da Associação dos Escritores Afroasiáticos (1979-1984). Com o fiasco das primeiras eleições livres (em 1992) e o reinício da guerra civil, acabou radicado no Minho. Vive em isolamento na propriedade de um amigo, e passou a dedicar-se à agricultura. Em 2006 foi-lhe atribuído o Prémio Camões, o maior galardão literário para a língua portuguesa. Contudo, recusou o prémio alegando motivos íntimos e pessoais, segundo um comunicado de imprensa. Entrevistas posteriores, sobretudo ao Jornal de Letras, Artes & Ideias, esclareciam que o autor não aceitara o prémio por se considerar um escritor morto e, como tal, o Prémio deveria ser entregue a alguém que continuasse a produzir. Ainda assim publicou dois livros em 2006.

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    Vila Nova de Ourém, Portugal

    José Luandino Vieira