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    Clepsidra -

    Camilo Pessanha

    Princípio
    1989
    78 páginas
    2h 36m
    ISBN-10: 0000000000
    Português
    3.7
    119 avaliações
    Leram197Lendo12Querem111Relendo2Abandonos1Resenhas6
    Favoritos0Desejados111Avaliaram119

    Apesar de ter uma obra pouco vasta, Camilo Pessanha é uma referência central da lírica portuguesa. A recusa ao sentimentalismo confessional e o apurado senso rítmico, que violenta os princípios da métrica tradicional, marcam-no como escritor singular de seu tempo. Não à toa, seus poemas influenciaram as obras de Fernando Pessoa e Mário de Sá-Carneiro. Introdução de António Daniel Abreu

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    Resenhas (6)Ver mais
    Yan Ferreira de Alencar picture
    Yan Ferreira de Alencar22/11/2011Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    "Chorai arcadas do violoncelo"

    Simbolismo como o nome próprio diz deixa tudo no obscuro, no simbólico e isso dá uma liberdade grande do leitor em viajar nos poemas. Camilo Pessanha nos deixa viajar livremente pelos seus poemas. O que é algo pra um muda completamente para outro, às vezes chega até a ser o oposto. O que se pode extrair de Pessanha é que sua mente era extremamente volátil, isso é visto em poemas que começa de uma forma porém continua de outra. Isso deixa as vezes difícil de entender o que ele se quer passar (ou as vezes não se entende!) Mesmo com um resumo do simbolismo em mãos vê-se que Camilo tem o jeito particular de ser o que é. Como é tudo tão obscuro não cabe a mim comentar sobre todos os poemas e como eles me tocaram, o mais importante no entanto é saber que me tocaram!

    6 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    3.7 / 119
    • 5 estrelas25%
    • 4 estrelas31%
    • 3 estrelas32%
    • 2 estrelas9%
    • 1 estrelas3%
    Camilo de Almeida Pessanha profile picture

    Camilo de Almeida Pessanha

    Foi um poeta português, considerado o expoente máximo do simbolismo em língua portuguesa, além de antecipar o princípio modernista da fragmentação. Cursou direito em Coimbra e foi procurador Régio em Mirandela (1892), advogado em Óbidos, em 1894. Transfere-se para Macau, onde, durante três anos, foi professor de Filosofia Elementar no Liceu de Macau, deixando de lecionar por ter sido nomeado, em 1900, conservador do registro predial em Macau e depois juiz de comarca.Entre 1894 e 1915 voltou a Portugal algumas vezes, para tratamento de saúde, tendo, numa delas, sido apresentado a Fernando Pessoa que era, como Mário de Sá-Carneiro, apreciador da sua poesia. Publicou poemas em várias revistas e jornais, mas seu único livro Clepsidra (1920), foi publicado sem a sua participação (pois se encontrava em Macau) por Ana de Castro Osório, a partir de autógrafos e recortes de jornais. Graças a essa iniciativa, os versos de Pessanha se salvaram do esquecimento. Posteriormente, o filho de Ana de Castro Osório, João de Castro Osório, ampliou a Clepsidra original, acrescentando-lhe poemas que foram encontrados. Essas edições foram publicadas em 1945, 1954 e 1969. Na área da imprensa, encontra-se colaboração da sua autoria nas revistas Ave Azul (1899-1900), Atlantida (1915-1920) e Contemporânea (1915-1926). Apesar da pequena dimensão da sua obra, é considerado um dos poetas mais importantes da língua portuguesa. Morreu no dia 1 de Março de 1926 em Macau, devido ao uso excessivo de Ópio. Em 1949 a Câmara Municipal de Lisboa homenageou o poeta dando o seu nome a uma rua junto à Avenida da Igreja, em Alvalade.

    9 Livros
    7 Seguidores

    Camilo de Almeida Pessanha