Aventuras na História Nº 74 (Setembro de 2009) - Sanguinários Astecas

    Abril

    Abril
    2009
    66 páginas
    2h 12m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro

    Para saciar seus deuses, eles matavam até crianças. A incrível história de uma das mais avançadas civilizações das Américas. E o trágico fim nas mãos dos espanhóis.

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    R .15/04/2020Resenhou um livro
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    Setembro de 2009

    "Glória de sangue" - a reportagem destaca a cultura asteca em diferentes aspectos e o que achei mais curioso foi a parte referente aos sacrifícios humanos, especializados em retirar o coração ainda pulsando. Só não entendi direito o porquê, a motivação, que não pode ser resumida em ato religioso. Existia tanto desenvolvimento cultural, mas também tanta barbárie em paralelo... Lembrei de um filósofo sueco, Nick Bostrom, referenciado pela revista em outro momento, com pensamento que dizia que as civilizações inteligentes caminham para a extinção por motivações desencadeadas por elas mesmas. Acho que o conceito dá para enquadrar no fim das civilizações pré-colombianas, que viviam em rivalidades constantes e essa barbárie foi usada pelos espanhóis contra elas, como na ilustração de Cortez conquistando o Império Asteca com ajuda essencial dos inimigos. Por causa da barbárie na desunião entre os povos, o mesmo filósofo projetou também futuro distópico de conquista da humanidade pelos robôs... Eita! Devaneios a toa, mas com alguma razão... A barbárie entre os povos pré-colombianos contribuiu para a derrocada. Eu disse contribuiu... "Gueto de Varsóvia" - reportagem na seção História Ilustrada, mostrando resistência de comunidade judaica na cidade polonesa em 1942. Segundo o texto, durante a ocupação os nazistas estabeleceram guetos, destinados a aglomerar pessoas que eram alvo de seu racismo, para encaminhamento posterior a fatídico destino. O Gueto de Varsóvia foi um desses locais, com história de resistência que durou cerca de quatro meses, até serem derrotados e em sua maioria assassinados nos campos de concentração. Deve ter algum filme sobre essa história... "A dor ensina a gemer" - reportagem sobre mudanças, boas ou más, provocadas por momento de crise. O texto citou entre os exemplos o Blues, criado no Mississipi com influência do lamento e dor dos escravos. Diversas coisas foram desencadeadas por crises... Faço o registro para paralelos futuros, se assim tiver oportunidade... A humanidade enfrenta um dos momentos mais difíceis nos novos tempos, a pandemia da Covid-19 e mudanças vão ocorrer... No que vai dar? De bom ou ruim... O momento é tão impactante que deveria marcar início de uma nova fase, tipo, Idade da Globalização, nas divisões históricas... Devaneio a toa, mas com algum fundamento... "Do pião ao videogame" - reportagem sobre os brinquedos. Ah, não curti. Gosto das abordagens no inusitado, como os brinquedos mais feios ou politicamente incorretos através dos tempos... Exemplos não faltam. Posso citar de politicamente incorreto (que substituiria por ecologicamente incorreto) a venda de um tipo de camarão estrangeiro (trops) nos anos 90 por falecido apresentador da televisão. Na época era estudante na área de ciências biológicas e imaginei algo equivocado. A justiça percebeu com mais propriedade, alertou para perigo ambiental e mandou retirar do mercado. O risco era de possível proliferação do bicho em nosso ambiente diante dO descarte fácil. No quesito feio... Olha, me desculpem se parecer rabugento, mas que coisa medonha é a meleca de sucesso com a garotada! E certa boneca 'gita' e cabeçuda... Me assusta também no preço... Tem também um unicórnio tipo bebê... Ah, deixa pra lá! Na verdade tenho uma coisa que ainda pretendo resolver, sobre sonho de consumo na infância: um Ferrorama e um Falcon Olhos de Águia... Devaneios a toa... "A guerra do Norte" - reportagem sobre a Cabanagem, que o texto informa como o levante popular mais bem sucedido do país. Oras! Então por que a revista até hoje não fez uma reportagem decente? Extensa, com mais detalhes e capa e tudo (não lembro se já teve)... É assunto tão pouco explorado que até mesmo grande parte do povo nortista desconhece em seus importantes desdobramentos... A dica de leitura mais legal dessa edição é a coleção "Gen - pés descalços", escrita por keiji Nakazawa. Acredito que é um dos mais clássicos mangás, escrito em 1972, sobre os horrores da bomba atômica. Detalhe em especial: o autor foi sobrevivente em Hiroshima... Fim de mais uma leitura na quarentena...

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