Demian -

    Hermann Hesse

    Suhrkamp Verlag
    2006
    256 páginas
    8h 32m
    ISBN-10: 3518417606

    Wie alle Hauptwerke Hermann Hesses hat auch der Demian, den der damals 40jährige Autor mitten im Ersten Weltkrieg schrieb, eine ebenso ungewöhnliche wie spannende Entstehungs- und Wirkungsgeschichte. Daß dieses im Herbst 1917 vollendete Buch erst im Juni 1919, ein halbes Jahr nach Kriegsende, veröffentlicht wurde, lag an der Unbekanntheit des Verfassers. Denn Hesse hatte das Manuskript dem Verlag als das Erstlingswerk eines kranken jungen Dichters empfohlen, des zeitkritischen Poeten Emil Sinclair, der bisher nur in Zeitungen und Zeitschriften durch pazifistische Mahnrufe und Erzählungen aufgefallen war (die gleichfalls von Hesse stammten). Doch trotz des Inkognitos erlebte das Buch eine geradezu stürmische Aufnahme und wurde noch im Erscheinungsjahr mit dem Fontane-Preis für das beste Erstlingswerk eines Nachwuchsautors ausgezeichnet. Thomas Mann verglich die elektrisierende Wirkung des Buches mit der von Goethes Werther, da es "mit unheimlicher Genauigkeit den Nerv der Zeit traf und eine ganze Jugend, die wähnte aus ihrer Mitte sei ihr ein Künder ihres tiefsten Lebens entstanden, zu dankbarem Entzücken hinriß".

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    Marcos12/08/2009Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    A história de cada um

    É outro livro difícil de se fazer resenha. São tantas passagens marcantes que você precisa parar para reler e refletir, que mal sei por onde começar. Pode se dizer que este é o Lobo da Estepe na juventude. A filosofia do autor, de se fechar em si mesmo e buscar o próprio caminho, fugindo da mediocridade, continua presente, mas através de uma abordagem diferente. A infância narrada gira em torno do descobrimento da dualidade de mundos, do ideal e do real. Nada além do que qualquer um já percebeu em sua própria infância. Kromer, o bullier da história, representa o mundo sombrio e as consequências de experimentá-lo. Os pais de Sinclair são como nossos pais, representantes do mundo ideal. Acreditam que nos afastando do contato com o mundo sombrio estão nos protegendo, quando na verdade, é o caminho da experimentação que nos leva ao amadurecimento e desenvolve nossa consciência do que é bom ou mau para nós. Eis que surge Demian, um garoto que é uma espécie de bom senso na gente. Representa, talvez, nossa versão idealizada, aquele que conhece os dois mundos e já possui uma capacidade desenvolvida de discernimento. Nesse ponto, com a ajuda de Demian, Kromer já deixa de ser uma ameaça, o que pode ser uma alegoria da razão superando os medos irracionais do desconhecido assustador. Já na adolescência, outras figuras surgem para auxiliá-lo em seu amadurecimento. Pistorius é o personagem que mais achei interessante, cheio de aforismos que te fazem parar para refletir. Faz mais ou menos o papel de Demian na infância, ao guiá-lo num momento em que se achava perdido. Só que mais uma vez a idéia de ser mestre de si mesmo é ressaltada, quando Sinclair descobre que Pistorius têm suas limitações e não pode simplesmente ensinar o seu caminho. É preciso continuar caminhando com suas próprias pernas. Sinclair conhece Eva, a mãe de Demian. Assim como em "Lobo da Estepe", é a figura feminina idealizada, madura e experiente, que o ajuda no seu desenvolvimento final, como aquele que tem a marca de Caim. A referência a Caim é apenas uma das inúmeras passagens bíblicas do livro, o que não ocorre por acaso. O livro não é apenas uma jornada de auto-conhecimento, mas uma crítica social à moral judaico-cristã, que padronizaria comportamentos e não te induziria à reflexão. Assim como em Sidarta Hesse trouxe sua própria interpretação do Budismo, ao rejeitá-lo como uma doutrina ensinada por mestres e aceitá-lo apenas como auxiliar do auto-conhecimento, o personagem Demian utiliza o mesmo raciocínio ao analisar referências bíblicas e personagens de outras mitologias. Já escrevi bastante e ainda há muito o que ser comentado, como as influências de Jung e Nietzsche na obra, as interpretações oníricas, etc. Não tem jeito, só lendo e formando sua opinião. Eu acho que tem muito o que agregar a uma pessoa, deveria ser um livro para jovens, que naturalmente estão confusos e em formação de suas personalidades. Porém, a perspectiva ética, como sempre nas obras do autor, é deixada para segundo plano. Não ignorada, mas o suficiente para confundir uma pessoa que ainda não desenvolveu seu próprio código de conduta. Não amadureceu o suficiente para entender que o que o autor disse sobre questionar a moral vigente não é simplesmente passar por cima do próximo e fazer o que bem entender.

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