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    Diário de luto -

    Roland Barthes

    WMF Martins Fontes
    2011
    252 páginas
    8h 24m
    ISBN-10: 9724415937
    Português Brasileiro
    4.3
    70 avaliações
    Leram110Lendo4Querem166Relendo0Abandonos0Resenhas6
    Favoritos11Desejados166Avaliaram70

    No dia seguinte ao da morte da sua mãe, Roland Barthes começa seu Diário de luto. Enquanto redige este Diário, Roland Barthes prepara o seu curso para o Collège de France sobre O neutro, escreve o texto da conferência intitulada Longtemps je me suis couché de bonne heure, publica artigos em diferentes jornais e revistas, escreve A câmara clara. E no princípio de cada uma destas obras, todas elas explicitamente postas sob o signo da morte da mãe, encontram-se as fichas do Diário de luto.

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    Resenhas (6)Ver mais
    Christiane Depooter picture
    Christiane Depooter10/06/2014Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Li este livro duas vezes. A primeira leitura teve um interesse mais psicológico, de como se processa o luto de uma mãe. A segunda leitura ocorreu após eu mesma perder a minha mãe. Neste momento a leitura foi como um reconhecer-se num processo doloroso de luto. Barthes sempre viveu próximo a sua mãe, e tinha um grande amor por ela. Quando de sua morte ele passou a viver um luto intenso, e começou a anotar em fichas o dia a dia do processo. É uma vivência real, não é um recontar, ou um livro que se escreve depois sobre um processo de luto, e por isto foi tão fundamental lê-lo quando eu passava pelo mesmo processo. Quando nos ocupamos de uma mãe, ou pai, cônjuge, filho, e de repente não temos mais que fazê-lo, notamos o quanto nossa vida se direcionou para isto, e tinha sentido nisto, e então ficamos com dificuldade de aceitar a liberdade que nos vêm desta morte, pois é como se o preço disto fosse muito alto. As dores, a raiva, a falta, o não saber o que fazer de si, o ritual, as homenagens. É o dia a dia do luto.

    5 curtidas

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    Avaliações

    4.3 / 70
    • 5 estrelas46%
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    Roland Barthes

    Roland Barthes foi múltiplo. Intelectual, escritor, professor, pintor amador, não apenas transitou entre diferentes correntes do pensamento como também as forjou. Foi da crítica ideológica de inspiração marxista à semiologia dura, da teoria do texto a partir das sensações ao estudo da fotografia. Seus objetos de interesse eram inusitados: dos romances de Balzac aos tecidos de organza, do sabão em pó ao haicai. Não é à toa que sua obra influenciou — e continua a fazê-lo — a filosofia, a antropologia, os estudos literários, a linguística, a teoria da comunicação e as artes visuais e performáticas. Formado em Letras Clássicas em 1939 e Gramática e Filosofia em 1943 na Universidade de Paris, fez parte da escola estruturalista, influenciado pelo lingüista Ferdinand de Saussure. Crítico dos conceitos teóricos complexos que circularam dentro dos centros educativos franceses nos anos 50. Entre 1952 e 1959 trabalhou no Centre national de la recherche scientifique - CNRS. Barthes usou a análise semiótica em revistas e propagandas, destacando seu conteúdo político. Dividia o processo de significação em dois momentos: denotativo e conotativo. Resumida e essencialmente, o primeiro tratava da percepção simples, superficial; e o segundo continha as mitologias, como chamava os sistemas de códigos que nos são transmitidos e são adotados como padrões. Segundo ele, esses conjuntos ideológicos eram às vezes absorvidos despercebidamente, o que possibilitava e tornava viável o uso de veículos de comunicação para a persuasão. Foi diretor de estudos da "Escola de Altos Estudos e Ciências Sociais" e professor do Collège de France é um dos principais animadores do pós-estruturalismo e da semiologia linguística e fotográfica na França.

    50 Livros
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    Normandia, França

    Roland Barthes