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    A casa do sono -

    Jonathan Coe

    Record
    2006
    400 páginas
    13h 20m
    ISBN-13: 9788501072238
    Português Brasileiro
    4
    165 avaliações
    Leram213Lendo6Querem212Relendo1Abandonos13Resenhas6
    Favoritos27Desejados212Avaliaram165

    Um dos mais brilhantes romancistas ingleses da atualidade, Jonathan Coe é um escritor hipnótico. Uma das suas principais habilidades é fazer com que o leitor se torne íntimo dos personagens e se sinta parte da trama. Em A casa do sono não é diferente. Vencedor do Writers’ Guild Best Fiction Award, do Prêmio Médicis Etranger e do I Prêmio Europeu de Jovens Leitores, o livro é tudo o que um romance deve ser: corajoso, desafiador, engraçado e triste. E com protagonistas inesquecíveis. Na década de 1980, a propriedade de Ashdown era uma república de estudantes. Entre seus ocupantes cativos estão Sarah, que sofre de narcolepsia, não distinguindo os sonhos da realidade; seu namorado, Gregory, que só atinge o orgasmo se pressionar com os dedos os olhos de Sarah; Terry, um pretensioso crítico de cinema que dorme pelo menos catorze horas por dia e nunca se recorda o que sonhou; e Robert, que ama Sarah e está disposto a tudo para conquistá-la. Doze anos depois, a propriedade é transformada numa casa de saúde especializada em perturbações do sono. Estranhamente, os ocupantes da clínica são os mesmos que aí estiveram nos seus tempos de estudante. E nem sempre se lembram dos laços complicados que ligaram as suas vidas. Divertido, como tudo o que Coe escreve, A casa do sono é uma comédia de hábitos e costumes. Movendo-se entre o passado e o futuro, e com narradores alternados, é uma estranha e pungente história de amor sobre a realidade e o sonho, sobre a memória e a identidade.

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    Gleice Couto02/01/2012Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Vida real beirando o absurdo

    www.murmuriospessoais.com *** Esse livro caiu na minha mão por completo acaso. A Editora Record estava fazendo uma promoção de alguns títulos por $10 cada para os cadastrados no site, e, após ler a sinopse, não resisti e comprei. Não só esse, como outros quatro. Esse, particularmente, veio num momento bem a calhar... Como costumo dizer, alguns livros nos escolhem e não o contrário. Com A Casa do Sono, de Jonathan Coe, foi assim. O livro me arrebatou desde a primeira frase e não sabia explicar o porquê. Na medida em que fui lendo, a resposta se formou clara em minha mente. Mas antes de expor minhas impressões, falemos sobre o livro. A Casa do Sono é o 5º livro de Coe - autor inglês -, mas o primeiro de quatro que foram lançados aqui, pela Editora Record. A obra foi vencedora do Writer's Guild Award (Inglaterra) e do Prix Médicis Étranger (França). Presente e passado misturam-se na história, que tem como protagonista uma casa no litoral inglês, perto de um penhasco. Na década de 80, ela serviu de moradia para jovens estudantes, mas anos depois, tornou-se uma clínica de distúrbios do sono. Os frequentadores desta clínica, estranhamente são os mesmos que anos atrás lá moraram: Sarah, que sofre de narcolepsia (distúrbio neurológico que faz a pessoa pegar no sono de repente); Robert, um rapaz sensível que sofre uma radical mudança; Terry, que nunca dorme, só assiste a filmes; e Gregory, psiquiatra renomado, atual dono da clínica, cujo objetivo é provar a não necessidade das pessoas de dormirem. Assim que terminei de ler o livro, precisei respirar um pouco e esperar, até pegar uma próxima leitura. Na verdade, depois de ler A Casa do Sono, qualquer outro livro parece sem graça - meu nível de exigência de leitura definitivamente subiu. A história é completamente original e imprevisível. Em momento algum esperava o desfecho que teve, que fica balançando no ar, à escolha do leitor. Coe faz o passado e o presente se intercalarem com desenvoltura (os capítulos ímpares se passam nos anos 80, já os pares, no tempo atual da obra). À vezes chegam a se fundir ideologicamente, evidenciando o retrato de uma geração, e mostrando sua inegável mudança não proposital, mas fruto do que significa 'crescer'. Isso, entretanto, acontece de modo ambíguo, com doses iguais de realidade e surrealismo - que chegam a incomodar o leitor mais atento. E aqui digo incomodar de maneira positiva: sinônimo de refletir e sentir. Os personagens são deliciosamente comuns, mas com certas particularidades inusitadas. Eles exalam um misto de melancolia e humor descabido, bem característico da juventude e da loucura do ser adulto. Todos os personagens são destaques. Sarah, uma garota perdida em sua doença; Robert um romântico que é capaz de fazer absolutamente tudo pela pessoa que ama; Terry e sua obsessão por um filme que sequer tem certeza que existe; e, por fim, Gregory, um médico megalomaníaco, que tem como meta provar por a + b que dormir é pros fracos. É interessante perceber o desenvolvimento dos personagens, suas mudanças e, principalmente, as escolhas que os fizeram chegar até ali: vida real beirando o absurdo. E é exatamente nesse ponto que consigo explicar porque o livro me fascinou tanto: Jonathan Coe conseguiu traçar uma ponte entre essas vidas estapafúrdias e a nossa, que é comum ao extremo. Formidável. Posso afirmar sem medo de estar exagerando que A Casa do Sono é um dos melhores livros que já li e duvido muito que saia desse posto nos próximos anos. É uma obra adulta (com ar de jovialidade), incomum (sem ser pedante) e inquietante (sem ser desconfortável). A Editora Record fez um bom trabalho, primeiro porque trouxe pro Brasil esse livro. Segundo porque investiu em uma boa tradução, feita por Marcello Rollenberg, e também na revisão do texto, com poucos erros. A capa dá o ar melancólico que o livro sugere (infelizmente não há informações sobre o responsável pela arte). As outras obras de Jonathan Coe publicadas pela editora são: A Chuva Antes de Cair, O Legado da Família Winshaw (considerado sua obra prima) e O Círculo Fechado. A Casa do Sono (The House Of Sleep) Autor: Jonathan Coe Editora: Record Anor: 2007 (originalmente 1997) Páginas: 386 Valór médio: $40 a $50 Avaliação: Desconcertantemente formidável

    11 curtidas

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    4 / 165
    • 5 estrelas44%
    • 4 estrelas32%
    • 3 estrelas20%
    • 2 estrelas4%
    • 1 estrelas1%
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    Jonathan Coe

    Escritor britânico, nascido em 1961, Jonathan Coe ensinou Poesia Inglesa na Warwick University. Foi jornalista, revisor free-lancer e músico profissional, até se firmar na literatura. Sua estréia aconteceu em 1987, com The Accidental Woman. Seu trabalho de maior destaque, foi <i>O Legado da Família Winshaw</i> (What a Carve Up!, 1994). Com o seu livro <i>A Casa do Sono</i> (The House of Sleep) Coe ganhou o Writers’ Guild Award. Apaixonado por cinema, Coe já escreveu biografias de Humphrey Bogart e James Stewart. Em 2004, foi ordenado Chevalier de l’ Ordre des Arts et des Lettres (Cavaleiro da Ordem das Artes e das Letras). Este grau é conferido pelo Ministério da Cultura francês e, segundo este organismo, visa “recompensar quem se distingue pelas suas criações no domínio artístico ou literário ou pela sua contribuição para o reino das Artes e Letras em França e no mundo”.

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    Jonathan Coe