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    Noite na Taverna -

    Álvares de Azevedo

    Garnier
    1994
    139 páginas
    4h 38m
    ISBN-10: 8571750378
    Português Brasileiro
    3.7
    14280 avaliações
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    A obra proporciona aos leitores e leitoras uma viagem ao mundo fantástico da melancolia e morbidez que caracterizam a época em que viveu seu autor. Em uma taverna, um grupo de conhecidos reúne-se para espantar o tédio com o vinho nos lábios e contos macabros afluindo da mente! NOITE NA TAVERNA é uma antologia de contos do autor ultrarromântico brasileiro Álvares de Azevedo. Foi publicada de forma póstuma, apenas em 1855, 3 anos depois da morte de Álvares. O livro é organizado em cinco contos, mais um prólogo e um epílogo, logo, em sete capítulos) narrados por cinco rapazes que se abrigam em uma taverna. É um dos mais populares e influentes trabalhos da ficção gótica na literatura brasileira. Observando que uma das tendências típicas da obra de Álvares é resgatar a tradição literária mundial, NOITE NA TAVERNA encerra um passado idílico e, ao mesmo tempo, faz sua narrativa retomar uma tradição ocidental, vai de encontro aos indianistas.

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    Silas Rocha picture
    Silas Rocha28/05/2022Resenhou um livro
    3 (Bom)

    Reflexivo

    É um conto pequeno e pesado sobre uma noite na taverna, os que ali estavam contam suas aventuras e desventuras, bebem e brindam seus amores e desilusões amorosas, tem muito conteúdo pesado, mas não trata de forma enaltecedora, é cru, triste e em alguns momentos até "fofo". Recomendo ler como uma breve história de terror, irreal ou melhor, surreal.

    190 curtidas

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    Manuel Antônio Álvares de Azevedo  profile picture

    Manuel Antônio Álvares de Azevedo

    Filho de Inácio Manuel Álvares de Azevedo e Maria Luísa Mota Azevedo, passou a infância no Rio de Janeiro, onde iniciou seus estudos. Voltou a São Paulo (1847) para estudar na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, onde desde logo ganhou fama por brilhantes e precoces produções literárias. Destacou-se pela facilidade de aprender línguas e pelo espírito jovial e sentimental. Durante o curso de Direito traduziu o quinto ato de Otelo, de Shakespeare; traduziu Parisina, de Lord Byron; fundou a revista da Sociedade Ensaio Filosófico Paulistano (1849); fez parte da Sociedade Epicureia; e iniciou o poema épico O Conde Lopo, do qual só restaram fragmentos. Não concluiu o curso, pois foi acometido de uma tuberculose pulmonar nas férias de 1851-52, a qual foi agravada por um tumor na fossa ilíaca, ocasionado por uma queda de cavalo, falecendo aos 20 anos. A sua obra compreende: Poesias diversas, Poema do Frade, o drama Macário, o romance O Livro de Fra Gondicário, Noite na Taverna, Cartas, vários Ensaios (Literatura e civilização em Portugal, Lucano, George Sand, Jacques Rolla), e a sua principal obra Lira dos vinte anos (inicialmente planejada para ser publicada num projeto - As Três Liras - em conjunto com Aureliano Lessa e Bernardo Guimarães). É patrono da cadeira 2 da Academia Brasileira de Letras. Atualmente tem suscitado alguns estudos acadêmicos, dos quais sublinham-se "O Belo e o Disforme", de Cilaine Alves Cunha (EDUSP, 2000), e "Entusiasmo indianista e ironia byroniana" (Tese de Doutorado, USP, 2000); "O poeta leitor. Um estudo das epígrafes hugoanas em Álvares de Azevedo", de Maria C. R. Alves (Dissertação de Mestrado, USP, 1999). Suas principais influências são: Lord Byron, Goethe, François-René de Chateaubriand, mas principalmente Alfred de Musset. Um aspecto característico de sua obra e que tem estimulado mais discussão, diz respeito a sua poética, que ele mesmo definiu como uma "binomia", que consiste em aproximar extremos, numa atitude tipicamente romântica. É importante salientar o prefácio à segunda parte da Lira dos Vinte Anos, um dos pontos críticos de sua obra e na qual define toda a sua poética. É o primeiro a incorporar o cotidiano na poesia no Brasil, com o poemas Ideias íntimas, da segunda parte da Lira. Segundo alguns pesquisadores, Álvares de Azevedo que teria escolhido o título "As Três Liras", pois havia uma garota - que até hoje ninguém sabe a identidade, muito bem escondida pelo Dr. Jaci Monteiro - que tocava esse instrumento. Figura na antologia do cancioneiro nacional. E foi muito lido até as duas primeiras décadas do século XX, com constantes reedições de sua poesia e antologias. As últimas encenações de seu drama Macário, foram em 1994 e 2001.

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    São Paulo, Brasil

    Manuel Antônio Álvares de Azevedo

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