Lira dos Vinte Anos e Poesias Diversas -

    Álvares de Azevedo

    Ática
    2001
    176 páginas
    5h 52m
    ISBN-11: 8508077572_
    Português Brasileiro

    Álvares de Azevedo representa um dos principais nomes do Romantismo no Brasil, no campo da poesia. O volume Lira dos Vinte Anos e Poesias Diversas, de Azevedo, pertencente à série "Bom Livro", contou com o trabalho acurado do professor João Domingues Maia, que escolheu 43 poemas da Lira dos Vinte Anos e outros seis de poemas diversos. Em sua apresentação, Maia destaca o quanto foi curto o tempo para Álvares de Azevedo: "Produzida dos 17 aos 21 anos, entre 1848 e 1852, durante os anos de estudos na Faculdade de Direito de São Paulo e nos poucos meses em que viveu no Rio de Janeiro, a obra do poeta foi escrita com a pressa de quem sente que a morte é inevitável e próxima, e que a literatura é a única forma de manter-se vivo como legado à posteridade". Morto precocemente aos 21 anos, no Rio de Janeiro, Álvares de Azevedo é o que se pode chamar de um representante típico da geração do mal-do-século, fortemente influenciado pelo byronismo, tendência poética e comportamental-filosófica muito em voga em meados do século XIX, principalmente entre os artistas da época, inclusive os poetas brasileiros. Voltada principalmente a estudantes do ensino médio e cursos de graduação em Letras, a série "Bom Livro", da Ática, reúne o que há de mais representativo dentre os textos clássicos em língua portuguesa, com prioridade para a literatura brasileira do século XIX.

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    Clio18/05/2024Resenhou um livro
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    Não importa o século, todo jovem poeta é entediado e debochado. Lira dos Vinte Anos apresenta Álvares de Azevedo como um típico representante geracional, seus poemas variam entre o tédio, a desvalorização, o medo da morte e a ironia. Há várias menções sexuais e a outras paixões, mas nada muito explícito. Seus versos são em sua maioria flexíveis, com ênfase ao rítmo, mas não necessariamente à rima e métrica. Pode parecer um pouco oscilante para os leitores mais acostumados a rigidez de poetas clássicos ou a total flexibidade dos modernos.

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