O Alcorão (Edições BestBolso #144) -

    Maomé

    BestBolso
    2018
    490 páginas
    16h 20m
    ISBN-13: 9788577991686
    Português Brasileiro

    O livro sagrado que contém o código religioso, moral e político dos muçulmanos, em edição de bolso. O Alcorão, obra sagrada do Islã e um dos grandes livros da humanidade, conferiu ao árabe a disciplina, a força de expressão semântica, a elasticidade e também a concisão que tanto o valorizam na poesia, na exposição mística e ética, na filosofia e nas ciências. Mansour Challita soube transpor para o português a beleza do estilo, a simplicidade e também a eloquência das 114 suras, com seu conteúdo fiel e rigorosamente respeitado. Em comunhão pacífica e criadora, vale conhecer as bases religiosas e filosóficas do Islã, registradas no Alcorão, que incentiva o entendimento entre Ocidente e Oriente, em harmonia de graça e beleza. O texto original em árabe clássico é considerado pelos muçulmanos a palavra textual de Deus, revelada ao profeta Maomé por intermédio do arcanjo Gabriel. O Alcorão traduzido do árabe por Mansour Challita é a edição mais recomendada pelos estudiosos brasileiros. Nascido na Colômbia, o escritor e tradutor passou a infância e boa parte da juventude no Líbano e durante 15 anos foi ministro plenipotenciário da Liga dos Estados Árabes. Conhecedor da cultura árabe e de suas tradições, Mansour Challita é um mestre do manejo da língua portuguesa fiel à beleza estilística do original.

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    Marília Moscou picture
    Marília Moscou21/12/2011Resenhou um livro
    3 (Bom)

    Elas, as religiões todas

    O livro é simples. Páginas de papel jornal, edição de bolso talvez. Me custou bem pouco, estava em promoção. É como a Bíblia aqui, se acha por todos os preços, em todos os cantos. Em 2005 viajei pela primeira vez para um país muçulmano, a Tunísia. Vi poucas mulheres de véu até o dia em que fomos a Souk-el-Bey, na medina. As lojas intermináveis, emendadas. Os sapatos de Alladdin pendurados. Os lenços de moedas para dançar. Eu havia começado a dança do ventre naquele ano e levei uns bons lenços pra casa dali. A pechincha... Ah, a pechincha! Um artigo de preço inicial 50 dinares, vendido ao fim por 5, provavelmente deveria valer alguns poucos centavos. Sidi Bou Said, a cidade azul e branca, o topo do morro. O mar. Meu mar. Mesmo mar. Parecia ali que eu era séculos de história. Eu era. Mas havia os painéis tiranos, o presidente pintado em tudo que é lugar. Me irritava. Os homens tocando, agarrando, eu era também pedaço de carne. Chorava por isso. Há mais ou menos um ano cheguei da Turquia, o segundo país muçulmano que visitei. Uma visita mais orgânica desta vez. As rezas amplificadas nas mesquitas todas. O skyline de Istambul, as torres. A música. A orquestra jovem tocando na única noite do ano em que Aya Irini abre ao público. A estrutura monumental, secular. Ao lado, Aya Sofia, ainda mais impressionante. Atravesso a praça rumo à Mesquita Azul. Acompanhada de turcas, iranianas, bangladeshis, egípcias. Feministas, de véu, sem véu. Somos todas mulheres. Em meus últimos dias não pude deixar de ir a uma livraria. Não leio turco, exceto alguns fonemas. Não falo turco, exceto - "Posso tomar um pouco de água, por favor?" com perfeição. Mas precisava ir a uma livraria. São meus souvenires favoritos. Lá estava ele, em inglês, numa pilha da promoção. Não pude deixar passar. Era esse meu souvenir. "The Koran", ou o Alcorão, ou o Corão, é o livro sagrado do Islã. Nesta edição, especificamente, tem um prefácio bem legal de um estudioso do islamismo explicando os fatos históricos sobre a propagação da religião muçulmana. Um processo interessante que não deve ser muito diferente daquele que propagou o cristianismo: violento. Comecei a ler o livro, não terminei. Vou lendo aos poucos. O interesse é na cultura, na visão de mundo, nas várias interpretações que são feitas. [leia a resenha completa em http://www.mulheralternativa.net/2011/09/das-religioes-um-livro-que-me-lembra-de.html]

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