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    Conhecimento do Inferno - Edição Comemorativa 1980 - 2010

    António Lobo Antunes

    Dom Quixote
    2010
    252 páginas
    8h 24m
    ISBN-13: 9789722043519
    Português
    4.1
    42 avaliações
    Leram68Lendo6Querem104Relendo0Abandonos3Resenhas2
    Favoritos0Desejados104Avaliaram42

    Durante uma viagem de carro realizada no final das férias de Verão, o médico psiquiatra, que viaja sozinho, ocupa o tempo que medeia entre a partida de Albufeira e a chegada à Praia das Maçãs (uma tarde e parte de uma noite) na observação do espaço percorrido, em considerações sobre a sua vida presente, e na rememoração de momentos marcantes da sua existência. Apresentando-se inicialmente como um longo monólogo interior (numa oscilação constante entre a primeira e terceira pessoas gramaticais), ganha contornos de diálogo quando o narrador enceta uma conversa fantasmática com a sua filha Joana.

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    Alexandre Kovacs picture
    Alexandre Kovacs23/06/2011Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    António Lobo Antunes - Conhecimento do Inferno

    Editora Objetiva, Selo Alfaguara - Lançamento 2006. Para aqueles que buscam uma leitura leve e agradável, sem maiores desafios literários, não recomendo absolutamente nenhum dos romances do português António Lobo Antunes, tanto em relação à escolha dos temas quanto à técnica narrativa, já que é um autor que exige atenção redobrada do leitor. Este Conhecimento do Inferno, terceiro de uma trilogia iniciada com Memória de elefante e Os cus de Judas é especialmente difícil por tratar de dois temas espinhosos: a experiência do próprio Lobo Antunes durante a guerra colonial em Angola e o período em que trabalhou como psiquiatra no hospital Miguel Bombarda em Lisboa nos anos setenta. Toda a ação do romance ocorre durante uma viagem de carro com duração de um dia, do sul de Portugal, região do Algarve, até Lisboa, mas o truque de António Lobo Antunes é justamente multiplicar este tempo passando por várias fases da vida do narrador. Os eventos são lembrados pelo solitário protagonista (o próprio Lobo Antunes) misturando épocas e alternando entre a primeira e terceira pessoa. Nesta passagem, ao final do primeiro capítulo, ele deixa claro, em tom de autobiografia, o que podemos esperar do romance: "Em 1973, eu regressara da guerra e sabia de feridos, do latir de gemidos na picada, de explosões, de tiros, de minas, de ventres esquartejados pela explosão das armadilhas, sabia de prisioneiros e de bebês assassinados, sabia do sangue derramado e da saudade, mas fora-me poupado o conhecimento do inferno". Em outro trecho, desta vez utilizando a terceira pessoa, fica clara a posição contrária aos métodos de psiquiatria utilizados: "O inferno, pensou, são os tratados de Psiquiatria, o inferno é a invenção da loucura pelos médicos, o inferno é esta estupidez de comprimidos, esta incapacidade de amar, esta ausência de esperança (...)" ou nesta outa passagem: "Nas reuniões do hospital, de dia, assaltava-o a impressão esquisita de que eram os doentes quem tratavam os psiquiatras com a delicadeza que a aprendizagem da dor lhes traz, que os doentes fingiam ser doentes para ajudar os psiquiatras (...)". Lendo algumas partes do romance de Lobo Antunes, só encontro paralelos na literatura sobre a descrição e ambientação da loucura em autores como Lima Barreto ou Dostoiévski. Uma experiência perturbadora que não consegue ser facilmente explicada ou resenhada: "Eis-me no reino das flores de plástico, verificou acariciando com o polegar as orgulhosas pétalas postiças, no meio dos sentimentos de plástico, das emoções de plástico, da piedade de plástico, do afeto de plástico dos médicos, porque nos médicos quase só o horror é genuíno, o horror e o pânico do sofrimento, da amargura, da morte. Quase só o horror sangra nos que se debruçam para a angústia alheia com os seus instrumentos complicados, os seus livros, os seus diagnósticos cabalísticos, como em pequeno eu me inclinava para os moluscos na praia, virando-os com um pauzinho para espiar, curioso, o outro lado".

    5 curtidas

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