Crítico essencialmente de poética e poetas, tradutor de Eliot, reúne agora estudos e ensaios escritos entre 1964 e 1980. Em todos encontramos o vigor, a acuidade incomum e todo o brilho peculiares à escrita de Ivan Junqueira. Mas há nesta coleção, visto que ampla, uma mostra admirável dos frutos – e lições – do uso contínuo dessas qualidades. De exegeses verticais e complexas como a de “Dante Milano: poeta do pensamento” ao exame penetrante e meticuloso de cada traço da poesia de Marly de Oliveira, em “Seres e paisagens”. Lições, sobretudo, para os mais jovens, passando por preciosidades como “Eliot e a poética do fragmento”, “Marcas do Zorro”, “’Pobre Bert’, grande Brecht”, “Gullar e a poesia social”. A unidade – de consciência estética e de estilo – é permanente: um livro maciçamente bom, atual e indispensável. Para quem lida com poética e para os outros leitores brasileiros. (...)






