Setembro de 2008
"Internet nos deixa estúpidos ou inteligentes?" A entrevista dessa edição trouxe duas pessoas em mesmo tema, cada uma com impressões distintas. Um jovem professor argumentou sobre a nocividade da net aos jovens, pelo apego à futilidades, o que tem gerado dependências em universo paralelo alienado e obliterado de valores importantes (livros, museus, enfim, a descoberta do conhecimento na vida real). O outro entrevistado foi veterano psicólogo, que destaca a maior oferta de conhecimento e diálogos entre pessoas no processo de globalização. Penso o óbvio, que a internet se torna ferramenta positiva quando, antes do acesso à disponibilidade gigantesca de informações (boas ou não) existir censo crítico, assimilado na vida ou em orientação. Algo extremamente óbvio, mas registro mesmo assim. "Inteligência" A reportagem de capa foi publicada de maneira atípica, num volume de 20 páginas subdivididas em 5 partes. Essa foi a primeira, dissertando sobre a inteligência, que não teve definição específica, mas uma indução à percepção de diferenciais equiparados à evolução. Tem todo um papo sobre darwinismo onde a evolução partiu do diferencial seletivo, leia-se inteligência. Ichi! Então nesse lero quer dizer que inteligência seria ter vantagens sobre os outros? Não curti o direcionamento, parece algo egoísta (pelo menos no que entendi). Contento-me com a percepção de facilidade em determinado contexto que, partindo para a segunda indução no texto sobre a inteligência, pode ser multifacetado. Interessante a classificação na reportagem sobre a inteligência nas seguintes modalidades (faço questão de registrar todas): lógico-matemática, linguística, musical, espacial, físico-cinestésica, interpessoal, intrapessoal e naturalista. Cada uma definida em suas especializações. Não sei onde me incluiria, mas sei o que é inteligência e origem dela, está lá em Provérbios 9:10. Muitos são sábios nesse mundo, mas não são inteligentes no que o versículo registra. "Os maiores cérebros do mundo" E eu achando que a abordagem seria nas celebridades da ciência... Nada disso! Partindo do princípio da inteligência como habilidade específica, ninguém as tem maior que os savants. Sendo mais específico, a síndrome de savant é uma condição rara em que o indívíduo é capaz de assimilar informações numa velocidade e intensidade que são desafiadoras e desconhecidas para a ciência. Citando exemplo, tem savant (sábio em francês) que armazena na memória centenas de livros e pode ler um de meras 300 páginas em cerca de 40 minutos. Detalhe importante, um negocinho de nada... com cada olho lendo páginas difetentes ao mesmo tempo. Aí brincou! É realmente espantoso e surreal. Outro detalhe: os savant são autistas e em nomenclaturas antigas eram chamado de idiotas sábios (designações de outros tempos). O texto trouxe essa exposição e acredito querer associar as mentes mais privilegiadas em habilidades a mistérios não revelados, dons. Opa, opa! Agora gostei desse conceito! Quase descobriu, Deus! E Nele todos tem seu dom, não para vantagens, mas para a coletividade. "Quem é menos burro?" Segundo o texto, o desempenho masculino é maior em ciências exatas enquanto o feminino domina as humanas. Qual a razão? Fatores culturais, como o machismo. "Como turbinar seu cérebro?" Ninguém pode ser treinado para se tornar um Einstein, mas o raciocínio poder ser exercitado deixando-nos mais espertos. O texto fala de lwitura, troca de informações, mas o que pareceu-me mais sensato, para decisões inteligentes, é não ser afobado. Essas e outras na edição, como as reportagens "A saga cigana" e "Dez mil anos de pileque".






