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    Superinteressante N° 192 (Setembro de 2003) - Como tratar os animais?

    Editora Abril

    Abril
    2003
    108 páginas
    3h 36m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro
    5
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    Por que matamos e comemos vacas e frangos enquanto cuidamos de cães e gatos como membros da família? Até onde vai nosso direito de usar os bichos? (por Rodrigo Vergara) Outras matérias de capa: Fashion!; Predadores de gente.

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    R .06/05/2022Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Setembro de 2003

    "Entre o céu e o inferno" Racismo e sexismo são discriminações, com medidas combativas na esfera jurídica e educativa instigando mudanças na sociedade. Especismo também é, com a reportagem de capa tratando o assunto em aspectos históricos, culturais, éticos, realidade presente e proposições assertivas, igualmente como medidas que instiguem mudanças na sociedade, sobre o trato abusivo e nocivo aos animais. Ponto interessante foi o paralelo entre a relação nos primórdios (de respeito e gratidão à vida abatida para nosso consumo) e a relação de maus tratos hoje em situações diversas, criminosas e até mesmo ultrapassadas. As proposições também foram importantes, chamadas "liberdades básicas", embora etólogos (especialistas no comportamento animal) digam que parte é utopia. Vale registro para privar os animais de: fome, sede, dor, desconforto, machucados, doenças, limitação ao comportamento natural, medo e estresse. Os interesses econômicos interferem nisso, a reportagem exemplificou com situações hiperdegradantes e desconhecidas. Obviamente o consumo é inevitável, mas é possível fazer com o respeito dos primórdios e de alguma maneira favoráveis às liberdades básicas. "O pensamento selvagem de Levi-Strauss" Bela reportagem sobre o francês que revolucionou o pensamento antropológico. Seu diferencial foi o estudo das sociedades dentro de seu próprio universo, sem o paralelismo com a Europa e colonizadores como padrão de definição, o que levava a percepções pejorativas e equivocadas sobre as complexidades universais. Cada sociedade tem pontos comuns, em visões multiculturais, como na percepção de selvagem, o que era clichê para todas fora do padrão europeu. Aspecto de destaque no texto. Vale registro também que a reportagem é um convite para descoberta das obras de Levi-Strauss, como o "Tristes trópicos". Me interessei... "Visto, logo existo" Sobre a moda e seus desdobramentos na história, como diferenciação de classes no feudalismo, padronização do conceito europeu até o século 19, democratização com influência do prêt-a-porter (o que também causou declínio da alta costura), instrumento político e consumismo desenfreado de grife com visão como se fosse crença (no sentido de adesão). Na questão política o exemplo foi o desapego à europeização e com liberdades buscadas. Lembrei de leitura recente (As costureiras de Auschiwitz), sobre outra associação política, a de ideologia que manipulava a sociedade para padrão comum, onde a igualdade na moda não evidenciava diferenciações e faziam todos se sentir na mesma importância. Os nazista fizeram isso e acredito que pode ser observado na Coreia do Norte (O governo determina até os cortes de cabelo). Pensei que serial banal, mas a reportagem revelou-se interessante e prazerosa pelas informações. "O DNA das ideias" Fala sobre a memética. Achei esquisito e não aderi às ideias. Em linhas gerais, as ideias são o foco (chamadas memes) e estas são percebidas como um conceito geral que influencia as pessoas similar a ação viral, formada por vários aspectos condensados em um ideal. O homem é sujeito a elas, refém sem livre arbítrio. Até entendo no campo ideológico, mas na proposição da memética, das ideias como elemento físico sensorial não entendi (só no campo espiritual encontro razão). A memética isola os conceitos, pareceu não dar atenção às fontes, só à representatividade, o que limita a percepção geral sobre ideologia, sociologia, cultura, mitologia, por aí... Não curti a reportagem. "Nossa menor ameaça" A reportagem é verdadeira premonição. O contexto abordava epidemia de SARS na China, causada por coronavírus, com associação a consumo inusitado de animais (o gato foi citado), especulando sobre vírus capazes de morte global. Por conta desse contexto, a fisiopatologia viral foi abordada e medidas preventivas estimuladas de maneira geral (higiene, proteção contra mosquitos, vacinação). Essas e outras na edição. Liberaram das máscaras, mas continuo usando porque me sinto confortável e nem sei quando vou deixar. Tem lugares em que só eu está usando...

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