Um Estudo em Vermelho -

    Arthur Conan Doyle

    Ática
    2002
    152 páginas
    5h 4m
    ISBN-10: 8508047290
    Português Brasileiro

    O cadáver de um homem, nenhuma razão para o crime. É a primeira investigação de Sherlock Holmes, que fareja o assassino como um “cão de caça”. Lamentava-se de que “não há mais crimes nem criminosos nos nossos dias”, quando, nesse instante, recebe uma carta a pedir a sua ajuda — o cadáver de um homem foi encontrado numa casa desabitada, mas não há qualquer indício de roubo ou da natureza da morte. Sherlock Holmes não resiste ao apelo, mas sabe que o mérito irá sempre para a Polícia

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    Mariana B.10/07/2010Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Watson no País de Holmes - "Um Estudo em Vermelho"

    Eu estou totalmente sem palavras. Não é de costume eu escrever tantas resenhas uma atrás da outra, de todos os livros que eu li, mas começou a virar hábito por conta do meu recente vício no Skoob. O livro da vez foi Um Estudo em Vermelho, a primeira aventura de Sherlock Holmes e Dr. Watson. Foi quase um recorde o meu tempo de leitura. Perdendo apenas para Marcada, que eu li em dois dias, esse livro me prendeu tanto que eu o terminei em três dias, chegando a virar a noite lendo. Coisa que eu não tinha feito antes (eu li Marcada em um final de semana chuvoso, durante o dia). É simplesmente sensacional. A série de Sherlock Holmes sempre teve um lugar privilegiado na minha pirâmide de livros preferidos, perdendo apenas para As Brumas de Avalon. E agora, ele concretizou seu lugar. A coisa que sempre me incomoda em livros é a narrativa em primeira pessoa, que eu sempre achei pouco explorada e um tanto enjoada, dando muitas voltas desnecessárias, principalmente nesses novos romances juvenis. Mas Sir Arthur Conan Doyle ganhou um espaço ainda maior no meu coração ao colocar no papel a narrativa em primeira pessoa perfeita. Não perdemos nenhum detalhe e não é algo enjoado. Pelo contrário, é uma narrativa muito rápida e objetiva que mesmo sendo corrida não nos deixa de fora de nenhuma situação. Eu ainda estou com um sorriso bobo no rosto, porque eu mal terminei de ler e já comecei a redigir essa resenha. O que mais eu posso dizer? Sherlock Holmes é um cara com quem eu não me casaria. Ele é incrível, mas chegou a isso não porque tem um talento natural, mas porque ele se esforçou para ser incrível. É meio estranho, mas pelo que entendi das últimas linhas do livro é exatamente isso. Sherlock é um cara com quem eu manteria uma amizade distante. Imagina aquele homem super observador perto de mim durante tempo suficiente? Ou eu ficaria doida com aquela arrogância e com o tocar melancólico de seu violino e me apaixonaria perdidamente, ou então pegaria um nojo tremendo. É um homem de extremos, eu diria. Watson é incrível também. Menos brilhante, mas que tem caracteristicas que se fossem colocadas em Holmes estragariam a personagem e que ficam perfeitas nele. É forte, mas doce. É objetivo, mas inseguro. Acho que esse fator é um dos responsáveis pelo sucesso da obra. Os dois se completam. O que seria de Holmes sem Watson e de Watson sem Holmes? Seriam apenas dois homens perdidos na imensa londres. E nós seríamos órfãos. Sim, eu sei que eles não são reais. Mas eu fico pensando: o que seria de nós, meros mortais que gostam de sagas policiais, sem o maior detetive de todos os tempos? Muito obrigada Sir Arthur Conan Doyle! Detalhe: Durante muito tempo, eu achei que Sherlock era um tipo de "chamamento" para detetive, tipo "Sherlock Mariana Bortoletti, prazer!" Enganada redondamente. Sherlock é um nome.

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