Um Estudo em Vermelho (Sherlock Holmes #6) -

    Arthur Conan Doyle

    Zahar
    2009
    230 páginas
    7h 40m
    ISBN-13: 9788537801710
    Português Brasileiro

    Sherlock Holmes é o detetive mais famoso da história do gênero policial, com milhões de fãs por todo o mundo. Nesse romance, de 1887, o leitor se depara com a primeira aparição pública de Holmes, aos 27 anos, e o momento que conhece o dr. Watson, parceiro de tantas aventuras. Os dois decidem dividir um apartamento e Watson descobre que seu novo amigo tem uma ocupação pouco ortodoxa: é o único detetive consultor do mundo. Em pouco tempo, a dupla se vê envolvida numa história sinistra de vingança e assassinato. Watson, maravilhado com os processos de dedução e o desfecho do caso, resolve, com a anuência de Holmes, tornar públicas suas anotações para a felicidade dos leitores, há mais de um século. O livro inclui: mais de 250 notas, muitas baseadas em fontes recentemente descobertas; mais de 70 ilustrações originais; bibliografia selecionada sobre o universo dos romances de Sherlock Holmes.

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    Mariana B.10/07/2010Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Watson no País de Holmes - "Um Estudo em Vermelho"

    Eu estou totalmente sem palavras. Não é de costume eu escrever tantas resenhas uma atrás da outra, de todos os livros que eu li, mas começou a virar hábito por conta do meu recente vício no Skoob. O livro da vez foi Um Estudo em Vermelho, a primeira aventura de Sherlock Holmes e Dr. Watson. Foi quase um recorde o meu tempo de leitura. Perdendo apenas para Marcada, que eu li em dois dias, esse livro me prendeu tanto que eu o terminei em três dias, chegando a virar a noite lendo. Coisa que eu não tinha feito antes (eu li Marcada em um final de semana chuvoso, durante o dia). É simplesmente sensacional. A série de Sherlock Holmes sempre teve um lugar privilegiado na minha pirâmide de livros preferidos, perdendo apenas para As Brumas de Avalon. E agora, ele concretizou seu lugar. A coisa que sempre me incomoda em livros é a narrativa em primeira pessoa, que eu sempre achei pouco explorada e um tanto enjoada, dando muitas voltas desnecessárias, principalmente nesses novos romances juvenis. Mas Sir Arthur Conan Doyle ganhou um espaço ainda maior no meu coração ao colocar no papel a narrativa em primeira pessoa perfeita. Não perdemos nenhum detalhe e não é algo enjoado. Pelo contrário, é uma narrativa muito rápida e objetiva que mesmo sendo corrida não nos deixa de fora de nenhuma situação. Eu ainda estou com um sorriso bobo no rosto, porque eu mal terminei de ler e já comecei a redigir essa resenha. O que mais eu posso dizer? Sherlock Holmes é um cara com quem eu não me casaria. Ele é incrível, mas chegou a isso não porque tem um talento natural, mas porque ele se esforçou para ser incrível. É meio estranho, mas pelo que entendi das últimas linhas do livro é exatamente isso. Sherlock é um cara com quem eu manteria uma amizade distante. Imagina aquele homem super observador perto de mim durante tempo suficiente? Ou eu ficaria doida com aquela arrogância e com o tocar melancólico de seu violino e me apaixonaria perdidamente, ou então pegaria um nojo tremendo. É um homem de extremos, eu diria. Watson é incrível também. Menos brilhante, mas que tem caracteristicas que se fossem colocadas em Holmes estragariam a personagem e que ficam perfeitas nele. É forte, mas doce. É objetivo, mas inseguro. Acho que esse fator é um dos responsáveis pelo sucesso da obra. Os dois se completam. O que seria de Holmes sem Watson e de Watson sem Holmes? Seriam apenas dois homens perdidos na imensa londres. E nós seríamos órfãos. Sim, eu sei que eles não são reais. Mas eu fico pensando: o que seria de nós, meros mortais que gostam de sagas policiais, sem o maior detetive de todos os tempos? Muito obrigada Sir Arthur Conan Doyle! Detalhe: Durante muito tempo, eu achei que Sherlock era um tipo de "chamamento" para detetive, tipo "Sherlock Mariana Bortoletti, prazer!" Enganada redondamente. Sherlock é um nome.

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