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    A Obra-Prima Ignorada seguido de Um Episódio Durante o Terror - Coleção 64 Páginas

    Honoré de Balzac

    L&PM Pocket
    2012
    64 páginas
    2h 8m
    ISBN-13: 9788525426307
    Português Brasileiro
    3.8
    235 avaliações
    Leram381Lendo30Querem138Relendo0Abandonos2Resenhas10
    Favoritos13Desejados138Avaliaram235

    Duas histórias com a marca do gênio que inventou o romance moderno Nicolas Poussin é um jovem pintor interiorano em Paris. Em uma visita ao atelier do seu mestre, encontra uma figura impres­sio­nan­­te, um velho pintor com um extraordinário discurso sobre a “obra perfeita”. Mentor e aluno “bebem” então os ensinamentos do velho artista. “A obra-prima ignorada” é um texto que serve como pretexto para Balzac discutir as questões da arte e mostrar como a paixão pelo belo ideal leva um pintor à autodestruição. Um clássico sobre a busca da perfeição e a loucura. O outro conto se passa sob o regime do Terror (1793), durante a Revolução Francesa, um ano depois de Luís XVI ser guilhotinado. Uma estranha confraria formada por religiosos, monarquistas e tipos estranhos se reúne para cultuar a memória do rei. Um relato extraordinário, com um final surpreendente.­ Estas duas histórias são uma verdadeira degustação para a Comédia humana, com a poderosa marca do gênio que inventou o romance moderno.

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    Resenhas (10)Ver mais
    Matheus Petris picture
    Matheus Petris22/01/2024Resenhou um livro
    3 (Bom)

    Em qualquer seleção de textos, antologias, deve-se ligá-los de alguma maneira. Apenas reuní-los por uma questão autoral, é um trabalho pouco eficiente, tendo em vista a organicidade de uma bibliografia, principalmente quando estamos falando de uma obra tão vasta quanto de Balzac. Neste livro em questão, os dois contos reunidos pouco se relacionam tematicamente falando, e no quesito formal, eles se tocam mais por uma questão de gênero - principalmente esse conto desenvolvido por Poe cujo efeito reside no desenlace, onde tudo se maquina em torno desse efeito - do que por outros quesitos. Nesse sentido, este livro da L&PM me parece mais focado em organizar a coleção (64 páginas) em torno da extensão, do que editorar a seleção. Há, é óbvio, um mistério que ronda os dois contos e que é desvelado no final como um barulho estrondoso, como uma surpresa - mesmo que o efeito seja preparado, ele é estruturado para lançar fogo. No primeiro conto, o texto que é mais um pretexto para refletir sobre arte do que um desenvolvimento formal agudo, esse desenlace final serve como conclusão da reflexão interna: a obsessão pela perfeição pode destruir uma obra de arte; no segundo conto, o texto que se manifesta como uma tensão entre as classes pós revolução francesa, se utiliza do desenlace para não só surpreender como também revelar culpa. A atmosfera de descoberta, de curiosidade, que inicia os dois contos - a relação mais prolífica entre eles -, surge como um desenvolvimento de personagens (o pintor iniciante, a senhora religiosa) e um culto ao desconhecido (quem são esses pintores, quem é essa senhora e esse perseguidor). Em ambos os casos, o provável protagonismo destes personagens desvelando suas tramas, se sedimenta com a inclusão de mais personagens que contribuem a narrativa. Embora esse protagonismo seja dividido, repatriado ao longo dos textos, esses dois andantes que chegam, que partem, que voltam, são personagens que refletem o peso do ser em suas respectivas angústias, dúvidas, desejos.

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    • 1 estrelas1%
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    Honoré de Balzac

    Foi um renomado escritor francês. Uma de suas principais obras foi A Comédia Humana, série de romances notáveis e contos em que Balzac demonstra as principais características de seu estilo literário: sentimentos, realidade social, descrições minuciosas, cotidiano da vida burguesa, imaginação e valorização das paixões humanas. Passava aproximadamente 15 horas por dia escrevendo movido a muitas xícaras de café. Casou-se no ano de sua morte com uma polonesa, Eveline Hanska, com quem manteve contato por carta por aproximadamente 15 anos.

    219 Livros
    383 Seguidores

    Honoré de Balzac