Kinnahauk é um colírio para os olhos. Um verdadeiro presente dos deuses! Pele cor de cobre, olhos dourados, grande, forte, altivo, orgulhoso e tb dono de um grande coração. E usando nada mais que uma pequena tanga de couro para cobrir as partes mais íntimas! (respira, Carla!)
Ele precisa de uma mulher (tem partes em que, não sei porquê, lembrei do Wolf MacKenzie... rsrs) mas não de uma mulher qualquer. Ele está se “guardando” para a mulher que o Grande Espírito disse lhe estar destinada. Sua oquio. O problema é quando ele descobre que a mulher que lhe está destinada, é uma mulher de pele branquela, da mesma cor dos homens que mataram seu irmão, cabelos cor de feno seco, quase esquelética, que emana um cheiro de peixe podre e que está doente. Ele a encontra quase morta na praia e fica revoltado! A marca que ela traz na testa não deixa margem para dúvidas. Ela é mesmo sua oquio, mas ele acha que aquilo foi uma brincadeira de muito mau gosto que fizeram com ele e no início não quer nem pensar em tomá-la como mulher. Ele acha que nem como moeda de troca ela serve. Mas ele ainda não sabe que, a seu modo, Bridget é tão guerreira quanto ele, que ela travou uma verdadeira luta com a sobrevivência até chegar ali e que não existe ninguém mais perfeita para ele do que ela.
Eu ri bastante com algumas passagens. Em uma delas Kinnahauk está fantasiando com a sua oquio achando que logo, logo seu garanhão Tukkao ficará bem gordo e preguiçoso porque o dono não precisará mais cavalgá-lo para espairecer pois estará “cavalgando” em outro lugar nas noites de Inverno... kkkkkkkkkkkk Quando a autora divaga pelos pensamentos eróticos dele é de dar calor. Tem uma cena em que ele, já louquinho pela Bridget, a leva para dormir na sua tenda, mas tudo na maior inocência, tá? bem, quer dizer, mais ou menos... Eu tive pena dele, pobrezinho. Ele estava na maior secura e acabou deixando a Bridget dormindo na tenda e saiu para o meio da tempestade para não enlouquecer de desejo não satisfeito. Fiquei imaginando Kinnahauk de pé na frente da tenda, parecendo um solitário guerreiro seminu, no meio da noite, enquanto a água e o vento o açoitavam... Essa imagem dele ficou na minha mente.
A história é muito bonita. No início tive alguma dificuldade em memorizar tantos nomes diferentes do usual e entender algumas expressões, supostamente do vocabulário indígena, mas depois me acostumei. Achei que todos esses detalhes tornaram a história bem credível e muito rica. E outra coisa que gostei muito foi que Kinnahauk já estava ficando “enfeitiçado” pela Bridget e encantando com sua coragem, bem antes da “transformação” dela. Recomendo!