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    O amor nos tempos do cólera -

    Gabriel García Márquez

    Record
    2009
    432 páginas
    14h 24m
    ISBN-13: 9788501028723
    Português Brasileiro
    4.4
    16047 avaliações
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    Favoritos95Desejados26736Avaliaram16047

    Ainda muito jovem, o telegrafista, violinista e poeta Gabriel Elígio García se apaixonou por Luiza Márquez, mas o romance enfrentou a oposição do pai da moça, coronel Nicolas, que tentou impedir o casamento enviando a filha ao interior numa viagem de um ano. Para manter seu amor, Gabriel montou, com a ajuda de amigos telegrafistas, uma rede de comunicação que alcançava Luiza onde ela estivesse. Essa é a história real dos pais de Gabriel García Márquez e foi ponto de partida de 'O amor nos tempos do cólera'. 'O amor nos tempos do cólera' narra uma história passada no início do Século XIX na América Latina. É uma narrativa do amor de Florentino por Firmina que ultrapassam 53 anos quase sem nenhum contato (na realidade, 53 anos, quatro meses e 11 dias, como faz questão de contabilizar nosso narrador). O romance nos encanta pelo pureza do amor de Florentino. Ele conhece Firmina Dazo na juventude quando ainda não tinha objetivos de vida nem esperanças de futuro. Sua vida passa a girar em torno de Firmina, mas ela tem uma personalidade forte e não aceita um rapaz tão subordinado e sem atrativos pessoais. Passamos a ler o romance esperando a solução do impasse desse relacionamento: eles ficarão juntos ou o amor irá se acabar? Na verdade, o amor é de Florentino, é ele quem passa a fazer tudo para conquistar Firmina, e mesmo após o casamento dela e o nascimento dos filhos, ainda espera que ela o aceite. A saída é esperar a morte do seu marido. E isso não demora a acontecer no livro. Mas já se passaram muitos anos e Firmina não aceita a ideia de amar. Não na sua idade. Mas Florentino não desiste e se torna seu amigo.

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    Resenhas (1564)Ver mais
    Arsenio Meira picture
    Arsenio Meira06/10/2013Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Quem merece amor

    A minha crença pessoal e ferrenha de que a arte literária, por ter uma relação estreitíssima com a subjetividade tanto do artista quanto do leitor, somente consegue firmar a ponte do entendimento no momento certo para que ambos os pólos dessa relação miraculosa possam compreendê-la. Ou, colocando as coisas de outro modo, tudo — mas principalmente a arte — tem seu momento certo e preciso para operar magia. Quando comecei a ler "Cem Anos de Solidão" pela primeira vez (há mais de treze anos), posso afirmar que já reconhecia a boa literatura, mas minha compreensão do texto não passava dessa secura analítica, e por isso (lembro bem) resolvi deixá-lo de lado temporariamente e esperar uma outra oportunidade, que não tardou em acontecer. Mas não vou falar de "Cem Anos de Solidão", claro. O intróito serviu como gancho para explicar por que, antes mesmo de terminá-lo, já tinha comprado "O Amor nos Tempos do Cólera." Agora que o reli, lembrei que foi a primeira frase do livro que me fisgou, fez sua leitura uma obrigação sentimental — “Era inevitável: o cheiro das amêndoas amargas lhe lembrava sempre o destino dos amores contrariados”. Foi um baque de olhos arregalados e depois alguns passos resolutos ao caixa da livraria. O livro é uma longa e intensa poesia em forma (quase não disfarçada) de prosa. Não é simplesmente uma estória de amor mal resolvido, ou de tantas formas de amor quanto possíveis e reconhecíveis. É uma verdadeira epopeia sobre as relações humanas, lindas, brutas e delicadas, enaltecedoras e humilhantes. Florentino Ariza, mais que um homem determinado a passar décadas medindo os passos para conquistar Fermina Daza, contra todos os percalços que a vida ou a sua própria amada impunham contra ele, é, no fundo, todos nós. Quem nunca escreveu cartas de amor que nunca acabaram sendo enviadas? Quem nunca procurou em outras camas o calor que sonhava encontrar na única impossível? Quem nunca sentiu o aperto de ser frio e obstinadamente ignorado justamente pela pessoa por quem vertemos nosso encantamento? Quem nunca chorou de desilusão? Florentino Ariza se apaixonou por Fermina Daza (a quem nunca havia sequer tocado) ainda na adolescência, e o namorico à distância dos dois, recriminado com pavor pelo pai dela, durou anos de persistentes cartas e mensagens de devoção. Quando Fermina Daza, tempos depois, dá-se conta de que o amor que julgava sentir era inventado, e se alimentava de ilusão imaginada, repele energicamente seu pretendente, que, a partir de então, teve que esperar por exatamente cinqüenta e um anos, nove meses e quatro dias para propô-la em casamento. Na primeira noite após o enterro de seu marido. Mais que uma dor de cotovelo prolongada, a espera de Florentino Ariza é o fio condutor de sua vida, e a estória é tão poderosa principalmente porque nunca, em todos aqueles anos e ainda depois de outros, ele fraquejou. Acordava e dormia todos os dias com a convicção inabalável de que teria Fermina Daza junto a si. Não, mais do que isso: sua mocidade, vida adulta e boa parte de sua velhice foram somente uma preparação, estóica, comovente e profundamente apaixonada, para o dia em que Fermina finalmente o aceitasse. É a partir daí que García Márquez, gênio latino-americano da literatura fantástica, desenovela seu texto fluido, carinhoso, e nos confia as amarguras e delícias do amor. Aquele surgido da admiração, da amizade, da necessidade, das dores, da força do sexo, da solidão. O amor que é um convite ao mundo pessoal de cada um de nós. O livro é uma homenagem ao que há de mais humano e nobre, numa narrativa que nunca se permite descambar para a tristeza sentimentalista ou tormentosa; é sempre sensível e tocante, mas sobretudo leve. Quem nunca se apaixonou, que atire a primeira pedra. "O Amor nos Tempos do Cólera" é o amor de sonho que parece faltar no árido tempo presente, em que já não se tem mais a certeza de que os olhos falam (e fazem poesia), em que o medo do amor condena à solidão e ao esquecimento. Aos apaixonados, aos que querem se apaixonar, ao que não correspondem às paixões que lhes são devotadas: recorram às lições de humanidade do professor García Márquez e procurem reconhecer que sempre haverá um Florentino Ariza, calado e esperançoso, reluzindo no olhar de quem merece amor.

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