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    Regras de cortesia -

    Amor Towles

    Rocco
    2012
    320 páginas
    10h 40m
    ISBN-13: 9788532527950
    Português Brasileiro
    4.1
    108 avaliações
    Leram153Lendo7Querem386Relendo0Abandonos4Resenhas15
    Favoritos23Desejados386Avaliaram108

    Após os duros anos de depressão, a cidade de Nova York reinventa-se através da vida glamourosa dos clubes de jazz e dos coquetéis em apartamentos luxuosos. Neste cenário, a jovem Katey Kontent, filha de um imigrante russo criada no Brooklyn, aprende a acompanhar o ritmo da mudança no que será um ano crucial em sua vida: 1938. Ambientado numa Nova York que se reinventava após os duros anos da depressão, o livro, contado em flashback, é o retrato nostálgico de uma cidade mítica, com uma protagonista que não tem medo de buscar seu lugar ao sol. O resultado é um conto de fadas moderno, uma história de superação capaz de agradar a fãs de Francis Fitzgerald e Truman Capote, de jazz e de histórias de amor. Bestseller do The New York Times, Regras de cortesia foi escolhido um dos dez melhores romances do ano pelo The Wall Street Journal em 2011 além de ganhar o prêmio Fitzgerald, na França.

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    Resenhas (15)Ver mais
    Arsenio Meira picture
    Arsenio Meira01/03/2013Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Amor Towles, embora estreante, não é mais uma promessa (na minha opinião.) Aguardo ansiosamente seu próximo romance. "Regras de Cortesia" não estava nos meus planos, e ao ler a resenha do amigo Daniel aqui no Skoob, tratei de encará-lo antes de partir para a leitura do festejadíssimo "Desonra", do não menos consagrado J. M. Coetzee. Katey Kontent, protagonista do romance, e suas reminiscências me pegaram de jeito. Até substitui minha atual coleção de cd´s no carro. Cole reina, ao lado de Ella Fitzgerald, desfiando com genialidade as canções dos irmãos George e Ira Gershwin. O romance se situa nos anos pós-depressão, provocados pelo crack da bolsa de valores de NY (1929). Towles exalta a luta de uma cidade mítica para superar o fatídico ano de 1929, e particularmente a luta de Kate para ascender e sobreviver aos redemoinhos do jet set. Não deixa de ser, na minha opinião, a tentativa de resgatar a Grande década, a de 1920. Sim, foi grandiosa a década de 20, para o pessoal que se dedicava ao convívio boêmio, e à literatura. Em Paris, flanavam os "expatriados americanos" - Ezra Pound, William Carlos William, Hemingway, o nosso Fitzgerald (imortalíssimo), enfim, a turma que Gertrude Stein - com uma ponta de inveja - batizou de "A Geração Perdida. O romance me faz pensar. Em Londres, havia nada mais, nada menos, "o círculo de Bloomsbury", em torno da figura mítica de Woof e Lytton Strachey. Até em nosso recanto, os rapazes faziam a roda girar, ainda que lentamente e sem o mesmo glamour, com a Semana de Arte Moderna (que foi um evento relevantíssimo, mas salpicado por mitos criados a partir do imaginário popular e também graças ao talento de Oswald para superdimensionar os fatos.) E em Nova York... também havia um grupo de jovens, com um pendor inigualável para o humor e as boutades, que dia sim, e no outro também, se reunia em volta de uma mesa redonda no Algonquin, comandada, dentre outros, por Dorothy Parker, Robert Sherwood, Robert Benchey, Harpo Marx, Irving Bern e não raro, o inglês Nöel Coward, e sua inteligência carismática, fiel e composta por longos fios de sensibilidade indestrutível. Enfim, não é tarefa fácil explorar o tema escolhido por Towles. O livro marca a estreia dele. Ele não teve medo algum dos perigos, gigantescos, ao enveredar pela trilha evocativa, em meio a uma cidade iluminada por artistas que influenciariam decisivamente gerações e gerações e gerações de poetas, escritores, pintores e etc. Towles conseguiu afastar qualquer ranço de autocomiseração; não li nada vazio, piegas, meramente evocativo. As reflexões de Kate Kontent consituem o centro mais elevado do romance, que evoca com realismo o ambiente dos botecos onde se tocava Jazz no Village, dos cafés de Wall Street, dos restaurantes e bares de mid-town Manhatan, e dos spekeasies do lower east side de Manhatan daquela época e seus frequentadores. Impossível não associar o ambiente descrito neste livro com romances de Fitzgerald, Capote, Edith Warton ou os contos e os poemas de Dorothy Parker...(e tais associações não trucidam o mérito de Towles, com soe acontecer com iniciantes dotados de talento ainda raso ou imaturo.) Mas o encanto é imediato. A trama sobre amor, relacionamentos, classes sociais, sorte e destino é valiosamente manejada por Towles. É também uma declaração de amor a Manhatan, a seu glamour e a seu estilo, e o inevitável exclusivismo inerente àqueles que cultuam a arte, formatando painéis culturais indestrutíveis. Às vesperas da Segunda Guerra Mundial, como se o destino acenasse uma pausa trágica, as pessoas trataram de viver e construir uma época. Uma linda viagem no tempo. Kate não esconde seu desencanto. Inegável a presença da flor drumomondiana nascida em meio ao asfalto. Mas a protagonista reconhece o tráfego incessante das desilusões. Ante o desafio proposto, Amor Towles se saiu muito bem.

    29 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    4.1 / 108
    • 5 estrelas33%
    • 4 estrelas39%
    • 3 estrelas22%
    • 2 estrelas6%
    • 1 estrelas0%
    Amor Towles profile picture

    Amor Towles

    Born in 1964, Amor Towles was raised in a suburb of Boston, Massachusetts. He graduated from Yale College and received an M.A. in English from Stanford University where he was a Scowcroft Fellow. From 1991-2012, he worked as an investment professional in New York. He continues to live in Manhattan with his wife and two children and serves on the boards of the Library of America and the Yale Art Gallery. Mr. Towles is an ardent fan of early 20th century painting, 1950’s jazz, 1970’s cop shows, rock & roll on vinyl, manifestoes, breakfast pastries, pasta, liquor, snow-days, Tuscany, Provence, Disneyland, Hollywood, the cast of Casablanca, 007, Captain Kirk, Bob Dylan (early, mid, and late phases), the wee hours, card games, cafés, and the cookies made by both of his grandmothers. His novel, Rules of Civility, was published by Viking/Penguin in July 2011 and reached the bestseller lists of The New York Times, the Boston Globe and Los Angeles Times. The book was rated by The Wall Street Journal as one of the ten best works of fiction in 2011. The book’s French translation received the 2012 Prix Fitzgerald. The book is being published in 15 languages. Mr. Towles’s only other published work is a short story cycle called “The Temptations of Pleasure” published in 1989 in Paris Review 112.

    20 Livros
    26 Seguidores

    Amor Towles