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    Ficando longe do fato de já estar meio que longe de tudo -

    David Foster Wallace

    Companhia das Letras
    2012
    312 páginas
    10h 24m
    ISBN-13: 9788535921793
    Português Brasileiro
    4.2
    527 avaliações
    Leram801Lendo67Querem1158Relendo1Abandonos19Resenhas40
    Favoritos96Desejados1158Avaliaram527

    Antologia de textos cômicos, provocativos e profundamente inteligentes mostra por que David Foster Wallace é um dos autores mais influentes de sua geração. Seleção e prefácio de Daniel Galera. Ficando longe do fato de já estar meio que longe de tudo reúne alguns dos mais significativos ensaios de David Foster Wallace. Embora seja mais conhecido por sua obra de ficção, que inclui, entre outros títulos, o aclamado romance Infinite Jest (1996), Wallace também foi um ensaísta e repórter brilhante, que deixou marcas no jornalismo literário e exerce hoje uma influência comparável à de Hunter S. Thompson. Com a proposta de fornecer uma porta de entrada ao universo literário do autor, o volume abriga três reportagens - entre elas o famoso texto do navio, o relato de um cruzeiro pelo Caribe -, uma palestra sobre Kafka, uma crônica poderosa sobre o tenista Roger Federer e Isto é água, o discurso de paraninfo que se difundiu como um viral inspirador pela internet. Na reportagem que dá título ao livro, Wallace, enviado pela Harper’s a uma feira agrícola em Illinois, se sai com uma crônica hilária sobre o estilo de vida americano. Em Pense na lagosta, o autor aproveita a visita a uma feira gastronômica para refletir sobre a legitimidade ética de ferver lagostas vivas para degustá-las. Ao tratar desses e de outros temas, o autor ignora as convenções da apuração jornalística e se concentra nos detalhes mais inusitados. Humor, inteligência, inventividade e um poder de observação assombroso são as marcas desse estilo que influenciou toda uma geração de escritores.

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    Vilto Reis24/10/2012Resenhou um livro
    3 (Bom)

    Resenha: Ficando longe do fato de já estar meio que longe de tudo – David Foster Wallace

    Adquiri um novo vício literário: ler livros de ensaios. Estranho? Não! Se você é um curioso daqueles que vivem querendo saber de vários assuntos ao mesmo tempo; ler ensaios se torna um hábito muito rápido. Veio a calhar então a leitura de Ficando longe do fato de já estar meio que longe de tudo, de David Foster Wallace, publicado pela Companhia das Letras. Por que não misturar filosofia com bom humor? Wallace faz isso com maestria. O livro é composto de uma seleção de seis textos do autor; e ainda vem com o prefácio escrito por Daniel Galera (a tradução também é dele). Entre os textos, há três reportagens, digamos, sem um compromisso jornalístico real. É na verdade um escritor colocando-se no papel de jornalista. Logo de cara, o leitor acompanha Wallace numa incursão por uma feira no interior americano; mas o que poderia parecer apenas um diário de bordo, torna-se uma experiência de questionamentos sobre a vida, a posse sobre ela, entre outros; juntamente com uma amiga a quem o autor chama de “acompanhante nativa” – este ensaio dá título ao livro. Agora imagine-se viajando num cruzeiro pelo Caribe, mas olhando tudo através da refinada lente de um observador que surpreende por sua minuciosidade; e assim você passa pelas páginas do ensaio “Uma coisa supostamente divertida que eu nunca mais vou fazer”. Nem bem saiu do cruzeiro, o leitor já acompanha Wallace noutra feira americana, mas desta vez focada na venda, produção e consumo de lagostas. O título “Pense na Lagosta” não é por acaso. Então pondo na mesa todos os argumentos, Wallace questiona até que ponto podemos acabar com uma vida, em virtude de atender o nosso paladar. E assim, depois da deliciosa reflexão, ou não, dependendo de cada estômago, surge uma palestra ministrada por Wallace sobre Kafka; onde ele analisa o porquê de a sociedade atual, pautada num humor instantâneo, não conseguir ver graça nos textos de Kafka. “Isto é água”, o texto que vem a seguir, é um discurso que o escritor proferiu como paraninfo; e que acabou se tornando um viral na internet. Fechando o livro, vem a crônica jornalística “Federer como experiência religiosa”, em que Wallace discorre sobre sua paixão pelo tênis, refletindo nos atributos esportivos do jogador suíço Roger Federer. E finalmente, por que ler Wallace? Se depois de tudo isso, você ainda não se convenceu; então aí vai mais um argumento. Para quem gosta de saber sobre o autor que existe por trás do texto; este livro cumpre com todas as expectativas. David Foster Wallace se suicidou em 2008, deixando um romance incompleto; porém se você conferir o livro, na minha opinião, já começa a notar alguns indícios desta possibilidade quando ele fala sobre a solidão de estar num cruzeiro. É só uma pitadinha a mais para despertar a sua curiosidade, mas acho que pode surtir efeito. Como nada é perfeito, penso que ouve um equívoco em relação a escolha da capa do livro; pois algumas pessoas que me viram com ele na mão, chegaram a perguntar “que livro de adolescente era este que eu estava lendo”. Eu não me incomodo com isto, mas vale dizer que é um livro para quem gosta de pensar e se divertir ao mesmo tempo; e como tal, cumpre muito bem o seu papel. Confira mais resenhas e novidades sobre literatura no Homo Literatus, acesse: www.homoliteratus.com

    18 curtidas

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    4.2 / 527
    • 5 estrelas40%
    • 4 estrelas43%
    • 3 estrelas13%
    • 2 estrelas3%
    • 1 estrelas1%
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    David Foster Wallace

    Nasceu em Nova York, em 1962. É autor de romances como Infinite Jest (1996), volumes de contos e duas antologias de ensaios, entre outros livros. Ao se suicidar, deixou um romance inacabado, The Pale King, publicado postumamente em 2011.

    29 Livros
    143 Seguidores
    Nova York, Estados Unidos

    David Foster Wallace