Em 'O anticristo' Nietzsche expõe concretamente a sua descrença no cristianismo e nos ideais da humanidade. Na obra o autor traça uma História do Mundo em que põe em paralelo o papel representado pelos animais e pelos homens na luta pelo poderio dividindo assim a Humanidade em 'fortes' e 'fracos' sendo que a força dos primeiros era um direito e a fraqueza dos últimos um dado imutável. Ao contrário do que se pensa num primeiro momento, Nietzsche não focou sua crítica em Jesus, mas no cristianismo. Ele faz diversas menções bíblicas e históricas evidenciando a deturpação provocada por Paulo de Tarso e, mais tarde, pelo catolicismo. Não obstante, critica também Lutero, sobre o qual afirma ter perdido a grande oportunidade de evitar a decadência alemã. Sobre o budismo, ele afirma ser a religião do nada, na figura de Buda, o que se abdicou de tudo o que era humano. Contudo, ele predica que o budismo é ruim, mas salienta que o cristianismo é um mal ainda pior, pois tenta elevar os chandala (termo hinduísta para designar a pária, casta inferior). É notável, entretanto a comparação que faz entre os livros sagrados cristãos, e o Código de Manu, de origem brâmane. Considerando, a segunda, demasiado superior e que: "esta sim pode ser considerada uma filosofia" (sic.). Dentre as outras citações que faz em seu livro destacamos, positivamente para Fiódor Dostoiévski e Goethe e depreciativamente para Kant e os já aponta. Ele afirma em seu prólogo: "Este livro é para os espíritos livres, pois só estes o compreenderão"
O Anticristo (A Obra-Prima de Cada Autor #50) - Maldição contra o cristianismo
Friedrich Nietzsche
Martin Claret
2003
112 páginas
3h 44m
ISBN-10: 8572324275
Português Brasileiro
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