O Anticristo - Ensaio de Crítica do Cristianismo

    Friedrich Nietzsche

    Escala
    2006
    127 páginas
    4h 14m
    ISBN-10: 857556787X
    Português Brasileiro

    O Anticristo é uma obra em que Nietzsche destila todo o seu veneno contra a religião cristã. Ateu convicto, movido por grande desprezo pelo sentimento religioso, o autor se empenha em provar que a religião cristã foi o maior desastre ocorrido no mundo ocidental e em todas as partes do globo para onde essa religião foi exportada. O Anticristo é um grito veemente e mesmo feroz de um ateu. Para os ateus deve ser um livro interessante; para os indiferentes em questões de religião deve ser igualmente um livro indiferente; para os não-cristãos tolerantes em confronto com as demais religiões deve representar um livro a ser lido talvez com criteriosa desconfiança e sem muito entusiasmo; para os cristãos deve parecer um livro escandaloso, pérfido, malcriado, produto de um pensandor que leva até limites impensáveis seu ódio contra uma religião; para os fanáticos de qualquer outra religião que não a cristã - que aqui é a grande vítima - para os fanáticos, para eles não há espaço disponível para expor neste local sua eventual e incógnita, mas presumível, reação; nem deveria haver em qualquer outra publicação, porquanto eles, como fanáticos, fogem dos limites do pensar, do agir e do crer.

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    Leandro de Queiroz Viana Braga04/08/2010Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Manual do ateísmo

    Para começar, eu já era ateu antes de ler este livro. Porém, vivia ainda imerso em verdades pré-estabelecidas, e Nietzsche é um mestre em cutucar estas verdades. Em cada um de seus livros que li, Nietzsche reclama justamente sobre os assuntos mais banais e cotidianos, o que me fez levar estes questionamentos à minha própria vida. Este livro vem questionar justamente a maior verdade universal que permeia a minha vida de brasileiro: Jesus, o homem bom. Embora não acreditasse em Deus, continuava a acreditar na existência de Jesus Cristo e em suas palavras como um manual do correto e do justo. Nietzsche, em momento algum, me disse que eu estava errado, mas sempre me fez perguntar se estava certo. Se o conhecimento cresce conforme temos mais dúvidas e as dúvidas crescem conforme temos mais conhecimento, Nietzsche, neste livro principalmente, me mostrou que não sei de nada.

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